Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Memória e Patrimônio’ Category

O projeto “Janelas da Alma”, que contempla o restauro das janelas da Catedral São Francisco de Paula, é financiado pelo Sistema Pró-Cultura RS – LIC

O secretário de Estado da Cultura, Victor Hugo, participa na próxima segunda-feira (21) da inauguração das janelas da Catedral São Francisco de Paula, de Pelotas.
Financiado pelo Sistema Pró-Cultura RS – Lei de Incentivo à Cultura, o projeto Janela da Alma é a primeira etapa do restauro da catedral, construída a partir de 1813, onde se destacam os vitrais, 30 diferentes tipos de mármores, imagens de madeira em estilo barroco, resplendores de metal precioso e obras dos pintores italianos Aldo Locatelli e Emílio Sessa.
Sobre a Catedral São Francisco de Paula – A história Catedral São Francisco de Paula pode ser dividida em, pelos menos, três fases. A primeira foi com a construção da capela em 1813, por iniciativa do Padre Felício da Costa Pereira, que projetou e executou a obra.
Em 1826, após ter sido destruída por um raio, foram iniciadas as obras de um “novo templo”, pelo lado de fora do primitivo. Em 1846, o Imperador D. Pedro II lança, na Praça da Regeneração (hoje Coronel Pedro Osório), a pedra fundamental para a construção de uma nova catedral, no entorno da praça. Em meados do século XIX já apresentava a fachada atual.

Em 1915, um prédio de dois pavimentos é anexado para servir de salão paroquial e, 17 anos mais tarde, uma nova reforma ampliou sua capacidade para 1,7 mil pessoas. O altar-mor foi recuado para o fundo, a sacristia ocupou o pavimento térreo do salão paroquial, eliminaram-se as tribunas. As janelas laterais foram retiradas e substituídas por vitrais, doados por famílias pelotenses.

Fonte: Cultura RS
Anúncios

Read Full Post »

Quem olha à estradinha de chão batido, distante 17km do centro de Cachoeira do Sul, não imagina que ela leva a um tesouro: com paredes brancas e aberturas em terracota, a casa do início do século XIX vai tomando forma no horizonte. Rodeada por açudes e campos onde pastam ovelhas, cavalos e bois, a Fazenda da Tafona é a representação de um passado distante, quando o Rio Grande do Sul era dividido em Sesmarias e aos poucos começava a ser povoado por diferentes etnias. Entre elas, a portuguesa.

Caminho que leva à Fazenda da Tafona revela belas paisagens

Caminho que leva à Fazenda da Tafona revela belas paisagens

 

“Aqueles que passarem pelo interior de Portugal vão ver muitos lugares idênticos a esse. É incrível encontrar aqui tantos elementos presentes no nosso dia a dia do outro lado do Oceano: o estilo das janelas, do telhado, do chão”, comenta impressionada a Vice-Cônsul do país, Adriana de Melo Ribeiro. Ela participou do ato de tombamento do prédio pelo Instituto de Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural do Estado (IPHAE), na manhã desta sexta-feira (18). “Isso é muito importante porque permite 3 coisas: a primeira é poder identificar as raízes, as origens, dos tantos povos que contribuíram para a formação do que, hoje, é a Cultura Gaúcha. A segunda é garantir a preservação, que não haja alterações na arquitetura original. E a terceira é possibilitar que os proprietários tenham ajuda financeira para a manutenção desse espaço”, completou Adriana.

O local pertence à sexta geração da Família Vieira da Cunha.

O local pertence à sexta geração da Família Vieira da Cunha.

Aliás, foram justamente os proprietários que pediram o início do processo de tombamento em 2013 ao Governo do Estado. O casal Marco Aurélio de Castro Schntz e Marô Vieira da Cunha Silva já conseguiu a inclusão no Sistema Nacional de Museus e hoje mantém 50% da área da propriedade com mata nativa. Já a área cultivável é destinada à produção de orgânicos.

“Temos aqui animais como gato do mato, bugio, tatu. Nossa intenção não é apenas preservar um prédio, mas todo patrimônio que, evidentemente, inclui a natureza”, afirma Marô.

A obra da Fazenda teria iniciado em 1813. Na época foi chamada de Estância São José, propriedade de José Vieira da Cunha, português radicado no Brasil e que casou-se com a filha de Antônio Gomes de Campos, um dos primeiros povoadores de Cachoeira do Sul. O local já está sendo avaliado por alunos e professores do curso de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Através de um Projeto de Extensão eles já fizeram levantamento arquitetônico para o projeto de restauração. O tombamento permite que o prédio receba recursos públicos para o restauro através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), chegando ao valor de 1 milhão e 500 mil reais de financiamento. Mesmo sem previsão para o início dos trabalhos, a intenção é que a casa já possa ser aberta para visitação no primeiro semestre do ano que vem.

“A construção do que, hoje, conhecemos como o território do Rio Grande do Sul passa por lugares como esse. É um patrimônio riquíssimo e me orgulha fazer parte desse processo de tombamento”, comemorou a Diretora do IPHAE, Mirian Sartori Rodrigues.

Secretário Victor Hugo assina o termo de tombamento da Fazenda da Tafona ao lado da Diretora do IPHAE, Mirian Sartori, e da Vice-cônsul de Portugal, Adriana de Melo Ribeiro.

Secretário Victor Hugo assina o termo de tombamento da Fazenda da Tafona ao lado da Diretora do IPHAE, Mirian Sartori, e da Vice-cônsul de Portugal, Adriana de Melo Ribeiro.

Participaram da solenidade representantes da família Vieira da Cunha, o Prefeito de Cachoeira do Sul, Neiron Viegas, o Presidente da Câmara de Vereadores, Homero Tatsch, representantes de Conselhos do município e a comunidade. Um dos momentos de destaque foi a apresentação do documentário sobre a fazenda feito pelos estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Emília Vieira da Cunha.

“Me emociona ver o trabalho dessas crianças! É maravilhoso presenciar a nova geração tratando da História, do passado, com tamanho carinho. Tanto que cheguei a me perguntar: nesta manha voltamos ou avançamos no tempo? As duas coisas! Isso me conforta, me anima”, revelou o Secretário de Estado da Cultura, Victor Hugo.

A TAFONA

O nome Tafona remete ao moinho de farinha de mandioca e de polvilho que funcionava na propriedade. Ainda hoje é possível encontrar a estrutura original utilizada no processo.

O maquinário funcionava por tração animal, com juntas de bois.

O maquinário funcionava por tração animal, com juntas de bois.

Para ver mais imagens do evento acesse www.cultura.rs.gov.br

Read Full Post »

cine20capitolio_joel20vargas_pmpa20007

A Cinemateca Capitólio estará promovendo nos próximos dias o Curso de Gestão de Acervos Audiovisuais que será ministrado pela Professora Fernanda Coelho especialista em Conservação de Acervos Audiovisuais.

Workshops do CEN 2016: inscrições abertas para cursos inéditos em Porto Alegre

1. GESTÃO DE ACERVOS AUDIOVISUAIS, com Fernanda Coelho
de 03 a 05 de Novembro das 14h às 21h, na Cinemateca Capitólio
(dia 03 até às 18h)
20 vagas * Investimento: R$ 200

Curso viabilizado em parceria com o Programa de Alfabetização Audiovisual e a Coordenação de Cinema,
Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal de Cultura – Prefeitura de Porto Alegre.

Mais informações e inscrições aqui

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdQylZ-Fr6zaK7IChG6AelkOvDzgrjUV9KUzBNO8fpIDFUHdg/viewform?c=0&w=1

Participe!

Read Full Post »

A coordenação da Memória Cultural da Prefeitura estima em cerca de 300 os monumentos e marcos comemorativos que integram o patrimônio cultural de Porto Alegre, espalhados principalmente por parques e praças da Capital. Conforme o coordenador da Memória Cultural, Luiz Antônio Bolcato Custódio, as obras sofrem com o vandalismo. O Chafariz Menino da Cornucópia, por exemplo, foi recuperado recentemente, porém já teve peça quebrada. Isso sem falar na ação do tempo. Abaixo, confira os cinco monumentos mais antigos da Capital e sua história, a maioria está localizada em um dos parques mais tradicionais da cidade, a Redenção. O Bebedouro em Ferro Fundido, frisa a coordenação  da Memória Cultural do município, não é classificado como um monumento, contudo consta entre as obras mais importantes e antigas de Porto Alegre.

Afluentes do Guaíba (1866)| Foto: Maia Rubim/Sul21

 

1– Afluentes do Guaíba

Localizado na Estação de Tratamento de Água Moinhos de Vento, na Rua 24 de Outubro, o conjunto de estátuas esculpido em mármore, ao lado do Chafariz Imperial, é o monumento mais antigo da capital gaúcha, construído em 1866. As quatro estátuas são remanescentes da escultura hidráulica instalada na Praça da Matriz, na época denominada Praça Dom Pedro II, pela Companhia Hidráulica Moinhos de Vento com o fim de fazer o abastecimento de água da cidade, além de embelezar o local. Ao longo do tempo, as peças chegaram a ser desmontadas e guardadas e mais tarde instaladas na Praça Dom Sebastião, na Avenida Independência. Desde 2014, as quatro estátuas, depois de restauradas, foram instaladas nos jardins da Hidráulica Moinhos de Vento, organizadas em torno de um novo espelho d’água com chafariz central.

 

Chafariz Imperial| Foto: Maia Rubim/Sul21

2 – Chafariz Imperial

Também conhecido como Chafariz do Imperador, Chafariz Conde d’Eu ou Chafariz dos Três Menininhos, o monumento foi instalado em um dos parques mais tradicionais de Porto Alegre: o Farroupilha ou Redenção. A obra integra os oito chafarizes encomendados, no período de 1861 a 1866, pelo governo da Província para suprir o abastecimento de água na Capital, cedidos à Companhia Hidráulica Porto-Alegrense. Importado da França, o Chafariz Imperial, em ferro fundido, é o único que resta dessa época. Em 1866, foi instalado na Praça do Mercado, hoje Praça XV de Novembro, Centro Histórico, e depois transferido para a praça onde atualmente funciona o terminal de ônibus Rui Barbosa. Depois da enchente de 1941, o monumento foi transferido para o Parque da Redenção. Com algumas partes danificadas, o Chafariz Imperial deverá ser recuperado numa próxima etapa de obras prevista pela Prefeitura.

 

Bebedouro em Ferro Fundido|Foto: Maia Rubim/Sul21

3 – Bebedouro em Ferro Fundido

Apesar de não ser classificado como um monumento pela coordenação da Memória Cultural do município, o órgão, ao mesmo tempo, considera o Bebedouro uma obra relevante entre as mais antigas. Instalada, após 1873, inicialmente, na Praça Garibaldi, bairro Azenha, a peça em ferro fundido é composta por um pedestal trabalhado e por uma enorme taça, que servia, no Século XIX, de bebedouro para cavalos que puxavam carroças. Depois da Praça Garibaldi, o Bebedouro foi levado para o Parque da Redenção, onde se encontra até hoje. Atualmente, está no orquidário e também deverá entrar na próxima etapa de recuperação de monumentos.

 

Conde de Porto Alegre |Foto: Maia Rubim/Sul21

4 – Conde de Porto Alegre

De 1885, o monumento foi instalado inicialmente na Praça da Matriz. A escultura é uma homenagem ao tenente-general Manoel Marques de Souza, o Conde de Porto Alegre, o soldado de Tuyuti. Depois da morte do militar, em 1875, a Câmara Municipal decidiu homenageá-lo com a escultura, inaugurada em 1º de fevereiro de 1885 com a presença da Princesa Isabel. A estátua, que retrata o militar com a farda e empunhando uma espada, foi levada, em 1942, para a Praça do Portão, hoje Praça Conde de Porto Alegre, Centro Histórico, em homenagem ao tenente-general. A transferência de local ocorreu entre o fim do governo monárquico e o começo da República, motivo pelo qual se tornou intolerável a presença de um herói monarquista na principal praça da cidade.

 

Chafariz Menino da Cornucópia| Foto: Maia Rubim/Sul21

5 – Menino da Cornucópia

O Chafariz Menino da Cornucópia ou Chafariz Menino da Concha é composto por um conjunto de taças e por uma alegoria na extremidade da obra, que retrata um menino de cauda de peixe soprando uma concha por onde a água é jorrada. A figura do menino com a concha simboliza um Tritão, Deus Marinho da mitologia grega. Primeiro, em 1900, o monumento foi instalado na Praça XV de Novembro. Entre a primeira e a segunda década do Século XX, foi transferido para o Parque da Redenção. Recentemente, segundo a coordenação da Memória Cultural do município, a escultura passou por uma restauração, porém já sofreu com o vandalismo e algumas partes foram quebradas e precisarão ser recuperadas novamente.

 

Mais imagens no link  Sul21

 

 

Read Full Post »

A história conta que Porto Alegre começou a ser povoada em 1752. A partir da década de 70 do mesmo século começariam a ser erguidos as primeiras grandes edificações ao redor de onde hoje está a Praça da Matriz, como o primeiro Palácio do Governador e a Igreja da Matriz. No entanto, estas construções foram posteriormente demolidas e substituídas por outras edificações.

Levando em conta construções que ainda estão sendo utilizadas a partir de suas estruturas originais, o prédio mais antigo da cidade é o atual Memorial do Legislativo, que data de 1790. A seguir, conheça a história das cinco edificações mais antigas de Porto Alegre que ainda estão em funcionamento.

Memorial do Legislativo | Foto: Joana Berwanger/Sul21

1) Memorial do Legislativo

Localizado na rua Duque de Caxias, no atual número 1.029, o prédio começou a ser construído entre 1769 e 1772 e foi concluído em 1790 para abrigar a Antiga Provedoria Real da Fazenda. Mais notadamente, a partir de 1835, passou a ser sede da Assembléia Legislativa Provincial, precursora da Assembleia Legislativa. Foi sede do parlamento gaúcho por 132 anos, até 19 de setembro de 1967, quando foi realizada a última sessão plenária ali. Desde 30 de junho de 2010, sedia o Memorial do Legislativo gaúcho, que abriga o acervo arquivístico da Casa.

Igreja Nossa Senhora das Dores | Foto: Joana Berwanger/Sul21

 

2) Igreja Nossa Senhora das Dores

Localizada na Rua dos Andradas, sem número, a Igreja das Nossa Senhora das Dores é a igreja mais antiga de Porto Alegre que permanece em pé. O início de sua construção data de 1807, tendo a primeira capela sendo concluída em 1813. No entanto, suas obras só seriam encerradas quase um século depois, em 1903, quando houve a inauguração oficial da igreja. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) ainda em 1938, recentemente tem passado por uma série de reformas para restauração da estrutura original.

Solar dos Câmara | Foto: Joana Berwanger/Sul21

 

3) Solar dos Câmara

Prédio residencial mais antigo da cidade, este casarão começou a ser construído na Duque de Caxias, 968, em 1918, sendo concluído seis anos mais tarde. Seu primeiro proprietário foi José Feliciano Fernandes Pinheiro, chefe da Alfândega do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, posteriormente, primeiro presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. O segundo morador do prédio foi José Antônio Corrêa da Câmara (a partir de 1951), que curiosamente viria a ser o primeiro governador do RS, em 1889. O último morador da casa, Armando Pereira da Câmara (até 1975), foi senador e reitor da UFRGS e da PUCRS. Em 1981, o prédio foi adquirido pela Assembleia. Após um tempo fechado, desde 1993 abriga o Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais (DRPAC), onde estão instaladas a Biblioteca Borges de Medeiros, exposições fotográficas da Sala J.B. Scalco e ocorrem espetáculos musicais gratuitos do projeto Sarau no Solar.

Solar da Travessa Paraíso | Foto: Mariano Czarnobai/Divulgação

 

4) Solar da Travessa Paraíso

Em 1820, começava a ser construído o casarão da Travessa Paraíso, atualmente no número 71, em uma grande área onde é hoje o Morro Santa Teresa. A partir de 1930, o Solar foi dividido para abrigar várias famílias, sendo que de 1970 aos anos 90 o prédio ficou abandonado. No entanto, em 1994, o seu valor arqueológico foi reconhecido pela cidade e a Prefeitura assumiu a posse e promoveu uma restauração do prédio, que foi reinaugurado em 2000. Hoje é sede do festival internacional de teatro Porto Alegre Em Cena.

Museu Joaquim José Felizardo | Foto: Maia Rubim/Sul21

 

5) Museu de Porto Alegre J. J. Felizardo

Fechando a lista, o antigo Solar Lopo Gonçalves foi construído entre 1845 e 1853, na antiga Rua da Margem, conhecida atualmente como João Alfredo. Originalmente, foi usada como chácara pela família Gonçalves Bastos e como residência de cidade para seus herdeiros. Posteriormente, foi de propriedade de outra família e também abrigou a sede do Serviço de Assistência Social e Seguro dos Economiários. Desde 1982, sedia o Museu de Porto Alegre.

 

Fonte: OSul21

Read Full Post »

noitemuseus

Porto Alegre recebe no dia 21 de maio a Noite dos Museus. O evento promove um circuito de visitação a oito museus da capital em horário especial, das 19h à meia-noite, em uma experiência que contempla arte e mobilidade urbana. O projeto tem o patrocínio da Telefônica Vivo por meio da plataforma Vivo Transforma e conta com a curadoria do historiador e arqueólogo Francisco Marshall (UFRGS). Foram selecionados o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), Museu de Arte Contemporânea (MACRS), Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, Museu da UFRGS, Memorial do Rio Grande do Sul, Planetário, Pinacoteca Ruben Berta e Fundação Iberê Camargo. A entrada é gratuita.

Além de estarem abertos com as exposições de acervo e temporárias, os espaços terão uma programação musical especialmente selecionada por Marshall com estilos que harmonizam com a linguagem de cada local. O MARGS, por exemplo, receberá música de câmara com atrações como o Quinteto Porto Alegre, formado por instrumentistas do naipe de metais da OSPA, enquanto o Planetário terá conjuntos musicais, que remetem a constelações, como o grupo Marmota Jazz.

Os músicos farão pocket shows no interior dos museus e circularão pela capital se apresentando em mais de um local, trazendo uma experiência disruptiva com o comum para a cidade. Também participam do projeto os violinistas Camilo da Rosa Simões e Brigitta Calloni, o violonista Maurício Marques, os fagotistas Fábio Mentz e Adolfo Almeida, o músico pop experimental Yanto Laitano, o flautista Leonardo Winter, o pianista e compositor Dimitri Cervo ao lado da soprano Andiara Mumbach, o pianista Renato Borba, o guitarrista Nicola Spolidoro, o grupo Irish Fellas,Elias Barboza Quinteto, além do cravo Fernando Cordella com a soprano Cíntia de Los Santos.

A relação do projeto com a música e a inclusão cultural foi o que motivou a Telefônica Vivo a apoiar o projeto. “A Vivo acredita no poder da conexão para transformar a vida das pessoas. Por isso, investe em projetos como o Noite dos Museus, que promove a democratização do acesso à cultura e o envolvimento da comunidade em uma agenda diferenciada e de acesso gratuito” revela a diretora de Gestão Responsável e Sustentável da Telefônica Vivo, Heloísa Genish.

As visitações contam com apoio de monitores do Curso de Museologia da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), coordenados pela Profa. Dra. Lizete Dias de Oliveira, em um projeto de extensão da UFRGS. A iniciativa ainda pretende integrar as experiências da cidade, trazendo oportunidades de que o público conheça novos meios de se deslocar à noite. Serão indicadas diversas opções de circulação pela capital que incluem caminhos de ciclovia para percorrer de bicicleta, trajetos a pé e linhas de ônibus.

Realizado pela primeira vez no Brasil pela produtora Rompecabezas, a Noite dos Museus é inspirada no já tradicional evento europeu Lange Nacht Der Museen (A Longa Noite dos Museus), que existe há 19 anos em Berlim, na Alemanha. A iniciativa tem como objetivo incentivar a visitação de museus da Capital, atraindo novos públicos, e mostrando à população que conhecer um espaço de memória está longe de representar uma visita a um local estático, responsável apenas por conservar relíquias. É uma verdadeira festa dos museus na cidade!

Com esta proposta, crianças, jovens e adultos poderão percorrer as diferentes salas de exposições, apreciar suas coleções, assistir a visitas guiadas, além de desfrutar gratuitamente de diferentes apresentações musicais. “Os museus educam por associações múltiplas, despertando intuições, evocativamente, misturando lembranças imprecisas com fortes impressões. São espaços que refletem as subjetividades de uma cidade e de uma história pluricultural múltipla”, reflete Rodrigo Nascimento, diretor da Rompecabezas.

VIVO TRANSFORMA
O projeto Noite dos Museus integra a plataforma Vivo Transforma, criada pela empresa em 2015 para promover a democratização do acesso à cultura e o envolvimento das comunidades em iniciativas voltadas essencialmente à música. Em 2016, serão mais de 90 projetos apoiados por meio das leis de incentivo fiscal, em diferentes regiões do país, com foco em transformação social, revelação de novos talentos e valorização da cultura nacional. Somente no Rio Grande do Sul, um dos principais estados contemplados, a Telefônica Vivo prevê aplicar mais de 5 milhões de reais em pelo menos dez projetos e beneficiar milhares de pessoas, entre artistas e público participante.

ROMPECABEZAS
A Rompecabezas é uma empresa focada em live entertainment e branded content responsável pela criação, produção e realização de eventos que proporcionam experiências diferenciadas e que conectam pessoas, em que a música destaca-se como a sua principal plataforma. Com mais de sete anos de atuação, a Rompecabezas é responsável também pela produção de grandes artistas e companhias internacionais, a exemplo de Fuerza Bruta, Julieta Venegas, Carla Bruni, Fito Paez, Café de los Maestros, dentre outros.

NOITE DOS MUSEUS #1
Sábado, dia 21 de maio de 2016, das 19hs à meia noite
Circuito de visititação de museus de Porto Alegre em horários diferenciados.
Classificação etária: Livre
Realização: RompeCabezas Entretenimento Produtora
Patrocínio: Vivo
Financiamento: Pró-Cultura RS – Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Apoio institucional: Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Casa de Cultura Mario Quintana

Evento: http://bitly.com/NoitedosMuseus_POA
Facebook: Noite dos Museus
Site: www.noitedosmuseus.com.br

Informações e dúvidas pelo telefone (51) 3398 4175 ou pelo email contato@rompecabezas.com.br

LOCAIS
>>> Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS
Praça da Alfândega – Centro Histórico – Porto Alegre/RS
>>> Memorial do Rio Grande do Sul
Praça da Alfândega – Centro Histórico – Porto Alegre/RS
>>> Museu de Arte Contemporânea – MACRS
Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS
>>> Pinacoteca Ruben Berta
Rua Duque de Caxias, 973 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS
>>> Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo
Rua João Alfredo, 582 – Cidade Baixa – Porto Alegre/RS
>>> Museu da UFRGS
Av. Osvaldo Aranha, 277 – Bom Fim – Porto Alegre/RS
>>> Planetário
Av. Ipiranga, 2000 – Santana – Porto Alegre/RS
>>> Fundação Iberê Camargo
Av. Padre Cacique, 2000 – Cristal – Porto Alegre/RS

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO MUSICAL COMPLETA DO EVENTO
Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS – Música de câmara
– Quinteto Porto Alegre formado por grupo de metais da OSPA, de muito impacto
– Camilo da Rosa Simões e Brigitta Calloni com duo de violinos, virtuoses
– Maurício Marques, violonista virtuose interpretando música do Rio Grande do Sul

Museu de Arte Contemporânea – MACRS – Música contemporânea
– Fábio Mentz e Adolfo Almeida, fagotistas da OSPA, com improvisos pela área expositiva
– Yanto Laitano, músico pop com elementos de vanguarda musical
– Nicola Spolidoro, guitarrista

Pinacoteca Ruben Berta – Música para piano e voz, e piano solo
– Dimitri Cervo no piano e a soprano Andiara Mumbach
– Renato Borba, com piano brasileiro

Memorial do Rio Grande do Sul – Música étnica e nostálgica
– Quinteto Porto Alegre formado por grupo de metais da OSPA, de muito impacto
– Conjunto Irish Fellas, com música tradicional irlandesa em formato blue grass
– Elias Barboza Quinteto, fina flor do choro em Porto Alegre
– Marmota Jazz, conjunto de jazz instrumental

Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo – Choro, música de Porto Alegre e folclore
– Elias Barboza Quinteto, fina flor do choro em Porto Alegre
– Maurício Marques, violonista virtuose com repertório de milongas
– Conjunto Irish Fellas, com música tradicional irlandesa em formato blue grass

Planetário – Com conjuntos musicais, constelações
– Fernando Cordella (cravo) e Cíntia de Los Santos (soprano)
– Marmota Jazz, conjunto de jazz instrumental
– Nicola Spolidoro, guitarrista

Museu da UFRGS – Com músicos da UFRGS
– Leonardo Winter, com solo de flauta transversa
– Dimitri Cervo no piano e a soprano Andiara Mumbach
– Camilo da Rosa Simões e Brigitta Calloni com duo de violinos, virtuoses

Fundação Iberê Camargo – Música moderna e contemporânea
– Camilo da Rosa Simões e Brigitta Calloni com duo de violinos, virtuoses
– Leonardo Winter, com solo de flauta transversa
– Maurício Marques, violonista virtuose com obras de Villa-Lobos
– Fábio Mentz e Adolfo Almeida, fagotistas da OSPA, com improvisos pela área expositiva

Read Full Post »

A Constituição Federal de 1988 no seu artigo 216 garante a proteção e salvaguarda o patrimônio cultural. Contudo, o Estado deixa ser considerado, judicialmente, o único ente a dirigir as políticas, a sociedade é, agora, admitida como participante essencial no processo de preservação. Seguindo esta ideia, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) disponibiliza para download uma nova ferramenta deEducação Patrimonial: Inventários Participativos. 

O lançamento é um desdobramento do Programa Mais Educação, realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC), nas escolas públicas do Brasil, com o objetivo de fazer com que os alunos identificassem suas referências culturais. O uso nesses espaços fez com que a sociedade se apropriasse deste instrumento para além dos muros das escolas e fosse usado por grupos e comunidades a partir de uma linguagem que se comunica com os indivíduos, contudo sem formalizar o reconhecimento por parte das instituições oficiais de preservação.

O acesso ao Inventário Participativo é livre, podendo ser utilizado sem a necessidade de autorizações ou cessão de direitos. A ideia é fomentar a discussão sobre patrimônio cultural, disponibilizando mais uma forma de acesso da comunidade para que identifique e trave uma relação de conhecimento com suas referências culturais. Ainda, aborda o entendimento de elementos como território, convívio e cidade como possibilidades de constante aprendizado e formação, associando valores como cidadania, participação social e melhoria de qualidade de vida.

O patrimônio como desenvolvimento econômico e social e a comunicação como meio de interlocução social são pontos de ação do Iphan para os próximos anos. Dessa maneira, os inventários participativos se enquadram em uma abordagem contemporânea do patrimônio, em que a educação não é “bancária”, como abordava Paulo Freire, funcionando como um depósito de informações. Neste caso, a educação patrimonial propõe o questionamento e a produção do conhecimento dialógico, no qual a comunidade possa conversar entre si e pensar suas referências culturais.

A coordenadora de Educação Patrimonial do Iphan, Sônia Rampim Florêncio, acredita que foi dado um passo importante para se concretizar o processo de empoderamento da sociedade, uma vez que o instrumento é um caminho, uma ferramenta mas o conhecimento e a valoração é feita em sua totalidade pelas pessoas, pelo cotidiano dos indivíduos e sua relação coma cultura.

Experiência
Mestre em educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Alessandra Gama, utilizou o inventário, ainda no âmbito do Programa Mais Educação, com o Coletivo Salvaguarda da Capoeira de Campinas, que reuniu 12 grupos. O trabalho de inventariar as referências culturais, o exercício documental e de pesquisa impactou os processos de apropriação das expressões culturais que envolvem a capoeira e, agora, estão sendo sistematizados esses dados para que sejam apresentados à sociedade.

Alessandra Gama diz que a experiência reverberou na salvaguarda do patrimônio cultural e “despertou a noção de pertencimento a partir de uma prática mais educativa que tenha a ver com a cultura local, com a valorização da comunidade local tem a importância nas duas esferas para os bens culturais reconhecidos e para os bens que não necessariamente serão alvo de políticas públicas”.

Dessa maneira, o inventário participativo, pautado na política de educação patrimonial, passa a ser um instrumento multiplicador que resulta na produção de conhecimento por meio de diversas perspectivas.

O Inventário Participativo é uma ferramenta para a mobilização social em torno das referências culturais. Ele nasceu como um material pedagógico para o Programa Mais Educação, portanto, direcionado ao contexto escolar. No entanto, sua apropriação pela sociedade civil e pelas comunidades se deu por demandas espontâneas. Tivemos notícia de que Pontos de Cultura, Pontos de Memória, comunidades indígenas e quilombolas já estavam auto inventariando suas referências culturais utilizando o Material do Programa Mais Educação. Foi daí que surgiu a ideia de transformar a linguagem do inventário, inicialmente preparado para as escolas, e direcioná-los para as comunidades e pra toda sociedade. Acreditamos muito no caminho de fortalecimento do protagonismo das comunidades em evidenciar a cultura como eixo de desenvolvimento local.

Acesse a publicação AQUI

Fonte: IPHAN e Defender

Read Full Post »

« Newer Posts - Older Posts »