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Archive for the ‘7º Região Museológica’ Category

politicas publicas

O presente e-book originou-se a partir dos artigos dos alunos do Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Memória So-cial e Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) realizados para a disciplina Políticas Públicas do Patrimônio, ministrada pelos professores Ana María Sosa González e Cláudio de Sá Machado Júnior, organizadores deste livro, no primeiro semestre de 2012. Portanto, representa o esforço para traduzir em texto parte das discussões realizadas em sala de aula, abordando os proces-sos patrimoniais que vem acontecendo nos últimos anos no Brasil e no mundo. Este e-book também teve sua origem a partir de convi-tes especiais, feitos pela professora Francisca Ferreira Michelon com colaboração dos professores supracitados a pesquisadores que desenvolvem trabalhos referentes ao tema.
A disciplina abordou conteúdos sobre a legislação brasileira e hispano-americana voltadas para a preservação de bens culturais, à luz das políticas públicas do patrimônio desenvolvidas especialmente no Brasil e nos contextos do Mercosul. Trabalhou-se a partir do histórico dessas políticas, problematizando contextos e situações contemporâneas. A partir das discussões e leituras de diversos textos surgiu o diálogo com as pesquisas que os professores da disciplina, pós-graduandos no Programa de Pós-Graduação, desenvolvem, contando também com o apoio dos orientadores e a contribuição de vários docentes do curso.
Refletir sobre as medidas adotadas, ou não, que possam garantir a salvaguarda do patrimônio cultural do extenso e diversificado panorama que constitui a nação brasileira é um exercício, possivelmente infindável, que se manifestas de diversas maneiras: relatos de experiências, revisão de literatura, relatório de ações específicas, análises de casos. A análise das políticas públicas inscreve-se com muita desenvoltura no campo da ciência política, no entanto, mesmo nesse, o Brasil foi contemplado com estudos ocasionais até serem publicadas as obras de Maria Cecília Londres Fonseca e de Márcia Romeiro Chuva, ambas citadas nos capítulos deste livro. As referidas, publicadas em um curto espaço de tempo entre uma e outra, marcam o surgimento de um tema para o qual convergem muitas atenções que dedicam esforço em compreender os processos de negociação entre os agentes patrimoniais. (…)

Faça o download do arquivo

Fonte: PPGMP/Ufpel

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A Fototeca Municipal Ricardo Giovannini, da cidade de Rio Grande, convida para a exposição “Eu te dedico…”

 

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Fonte: Sistema Estadual de Museus RS

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Patrimônio Material tombado de Pelotas, a Caixa D’água da Sanep é um belo símbolo de grandiosidade de uma cidade que é atenta a seus monumentos e belas paisagens.

Histórico

Em 1871, um decreto imperial autorizou a implantação da Companhia Hydráulica Pelotense em Pelotas, sob a direção de Hygino Corrêa Durão. A primeira cláusula do contrato da Companhia previa a colocação de um reservatório de água no centro da cidade.Assim, a caixa d’água foi comprada da empresa Hanna Donald & Wilson, Makers, Abbey Works, localizada na cidade de Paisley, Escócia, no ano de 1875. O reservatório veio de navio em peças para ser montado, juntamente com o engenheiro responsável por coordenar os trabalhos de montagem. Para conduzir o material, a Companhia Ferro Carril, estendeu trilhos até a praça. Em maio de 1875, começou a ser erguido no Largo da Caridade, hoje Praça Piratinino de Almeida, e as obras foram concluídas em setembro do mesmo ano.

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O jornalista Antônio Joaquim Dias, no dia 13 de julho de 1875, publicou um artigo no Correio Mercantil, relatando o empreendimento de Hygino Correa Durão, diretor da Companhia Hidráulica Pelotense, na construção do R1:

“No largo da Santa Casa de Misericórdia, ergue-se altivo e magestoso o edifício de ferro destinado a reservatório d’água da Companhia Hydráulica Pelotense. É uma obra imponente, um monumento de arte e de subido valor, que veio restabelecer completamente a reputação, até agora um tanto enfraquecida, do contratador dos trabalhos Sr. H. Correa Durão.Não está de todo concluída essa magnífica obra, porque faltam ainda algumas chapas, que se esperam brevemente, mas pode-se desde já avaliar da sua incontestável e grande importância.Nunca ninguém se persuadiu que o emprezario da Hydráulica Pelotense cumprisse tão satisfactoriamente a condição do seu contrato que se referia à construção do depósito d’água, nem tampouco jamais passou pela idéia de alguém que fizesse uma obra tão gigantesca e admirável.

Hoje, ante os factos, é de rigorosa justiça restituir-lhe os créditos que se haviam posto em duvida e um dever imprescindivel encarecer o seu procedimento. Nós, que fomos sempre os primeiros a censural-o quando de censura o consideravamos merecedor, queremos tambem ser os primeiros, por desencargo de consciência e por amor a verdade, a tecer-lhe os louvores de que se tornou digno pela maneira honrosa e mesmo superior a toda a espectativa por que desempenhou aquella parte do seu contracto. Fazemos justiça.”

Características estéticas e arquitetônicas

O Reservatório R1, é um monumento de ferro construído com a técnica da pré fabricação em peças. Sua planta é em coroa circular, de forma cilíndrica, com a caixa elevada sobre quarenta e cinco elegantes colunas. Tem capacidade para 1500 m³ de água. No centro superior destaca-se uma cúpula, rodeada de colunas, que destinava-se ao passeio público da época, com acesso através de um escada helicoidal, sob vigilância de um guarda. A caixa d’água é ornada com consoles, grades, molduras e arcos em ferro fundido.

Tombamento

A caixa d’água é um dos quatro bens tombados de Pelotas no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional IPHAN, do Ministério da Cultura. O reservatório está registrado no livro de Belas Artes, sob a inscrição nº 561, processo 1064-T-82, com data de 19 de julho de 1984. Os outros bens tombados de Pelotas são as Casas da Praça Coronel Pedro Osório, 2, 6 e 8, o Obelisco Republicano e o Teatro Sete de Abril.

R1 antes do restauro

Fonte: Sanep

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A secretaria de Estado da Cultura ( Sedac), por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado ( Iphae) vai acompanhar e fiscalizar a preservação dos prédios históricos de São José do Norte.

Igreja Matriz já está com pintura externa pronta

O município passa por uma nova realidade econômica e social com a construção do estaleiro do Polo Naval do sul do estado, um empreendimento de R$ 1,2 bilhão. A empresa Estaleiros do Brasil (EBR) é a responsável pela construção e a sua licença de instalação inclui medidas compensatórias pelo impacto que a construção traz.  Nessas medidas estão os projetos para restauração e preservação de cinco prédios considerados Patrimônio Histórico estadual e a execução de um desses projetos. Serão recuperados a antiga Intendência, o Solar dos Imperadores, a Igreja Matriz, o cinema Miramar e o farol do Atalaia.

A EBR também deve observar a pesquisa e monitoramento arqueológico na área da construção e realizar o Inventário Nacional de Referência Culturais (INRC) do município. Este trabalho consiste no levantamento de todo o patrimônio imaterial da cidade.

Para definir a estratégia de trabalho conjunto entre a  Sedac e a EBR o secretário da Cultura, Assis Brasil, e a diretora do Iphae, Miriam Satori Rodrigues, estiveram em São José do Norte nessa quinta-feira (23). Após reunião de trabalho com a gerência e assessores da empresa , visitaram os prédios a serem restaurados. Assis Brasil destacou o Solar dos Imperadores como o mais significativo do século dezenove.  “O Solar está merecendo uma atenção especial e urgente. Esteticamente é o que mais representa a arquitetura da época. O município possui vários prédios representativos da arquitetura colonial que devem ser preservados”, afirmou.

Secretário Assis Brasil destacou a importância do Solar dos Imperadores

O Solar recebeu a visita de D. Pedro I e de D. Pedro II. . Em 31 de julho de 1841, pelo desempenho da guarnição local nas lutas contra os Farrapos, D. Pedro II agraciou São José do Norte com o título de “Mui Heróica Villa”, em 1938   passou à categoria de cidade.

O gerente comercial e Marketing da EBR, Luiz Felipe Camargo, disse que a empresa quer incentivar o envolvimento da comunidade. “Queremos participar de forma mais intensa e completa, para além das medidas compensatórias. Pensamos até em incentivar a criação de uma associação”. Nos próximos dias será escolhida a equipe que vai coordenar o projeto, e em novo encontro entre o Iphae e a equipe da EBR será definido qual dos prédios a empresa vai restaurar na totalidade.

Antiga Intendência

O Iphae é o órgão executor da Sedac no setor de patrimônio e participa das definições junto com a EBR desde o primeiro momento do projeto. A diretora Miriam Rodrigues  apontou outros temas importantes. “Há uma necessidade de requalificação urbana da cidade. São José possui ainda uma implantação muito peculiar do traçado português e precisa ser preservado. A expansão da cidade também deve observar este traçado”, afirmou.

A obra

O estaleiro do Polo Naval em São José do Norte será o maior do estado, com 1,5 milhão de metros quadrados vai gerar 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos. A obra deve estar concluída em dois anos e modificará totalmente o município com novas empresas comerciais, hotéis e restaurantes.

Polo Naval será o maior do RS

A EBR foi a vencedora da disputa de preços da licitação para construção de módulos e integração das plataformas P-74 e P-76, da Petrobras. A EBR – Estaleiros do Brasil Ltda. é uma empresa especializada em construções offshore, originada através da associação entre a empresa japonesa, TOYO Engineering e a empresa brasileira, SOG Óleo e Gás (SETAL), onde ambas dividem a sua participação societária.

O município

O Município de São José do Norte faz parte de uma península situada entre o oceano Atlântico e a Lagoa dos Patos. Tem na arquitetura colonial portuguesa sua característica histórica.

Farol do Atalaia- foto: Prefeitura Municipal

A economia do Município está apoiada na agricultura, pesca e turismo ecológico e litorâneo, sendo a cebola, o arroz e as florestas de pinus, as principais riquezas agrícolas, e o camarão o mais nobre fruto do mar.

Numa posição litorânea privilegiada, São José do Norte oferece aos visitantes  a beleza e as possibilidades de aventura e esportes na Praia do Mar Grosso.

Fonte: SEDAC RS

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Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação.

Curso de Museologia: Bacharelado.

Autor: Valesca Henzel Santini

Orientador: Lizete Dias de Oliveira

Resumo

Este trabalho analisa a expografia da Charqueada São João, uma instituição que conserva e expõe um amplo acervo familiar de objetos domésticos. Construída no século XIX e aberta ao público desde 2000, a casa atualmente faz parte do roteiro turístico da região e recebe os mais diversos públicos, como turistas e estudantes, interessados em conhecer sua história. O objetivo do trabalho é compreender o discurso museográfico, além de identificar possíveis critérios de seleção dos objetos, para sugerir melhorias nas práticas expográficas da instituição, com vistas à adequálas aos conceitos da museologia. Através das referências teóricas de Jean Baudrillard, e procedimentos metodológicos propostos a partir da Teoria dos Objetos, de Abraham Moles, este estudo revela a existência de uma diacronia no discurso museográfico da instituição, que expõe objetos de diversas temporalidades em um mesmo contexto.

Acesse o trabalho completo no LUME

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A data máxima do Museu da Baronesa se aproxima e para comemorar os 29 anos de fundação da instituição museológica, a direção da casa programou uma série de atividades alusivas ao aniversário, inclusive a abertura de uma nova mostra, intitulada “Restauração do Mobiliário Dourado e Pinturas do Museu da Baronesa”. A referida exposição tem início no dia 28 de abril, às 18h, para autoridades e convidados, e na sexta-feira (29), abre ao público para visitação gratuita (Dia de Passe Livre), entre as 13h30 e as 18h. No dia 28, a instituição estará fechada ao público para fins de montagem da nova mostra, abrindo apenas às 18h.

Além desta mostra, estarão em exposição também as peças que compõem o projeto “Restauração de Peças do Acervo do Museu da Baronesa”, com financiamento da Lei Rouanet, captação de recursos financeiros realizada pela ATO Produção Cultural junto à Eletrobrás Eletrosul e ao BRDE, e executado pela empresa Restauratus Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis Ltda, em parceria com o Curso de Conservação e Restauro da Universidade Federal de Pelotas. O trabalho teve início em 2009 com a restauração e o acondicionamento de 63 leques da coleção Adail Bento Costa.

Neste momento festivo retornam à exposição quatro pinturas da coleção Família Antunes Maciel – um espelho, dois consoles e duas cadeiras estilo rococó – além de duas cadeiras, uma mesa e uma banqueta em estilo neoclássico.

Música no Museu

No dia 30, a programação de aniversário continua com a apresentação da primeira edição deste ano do projeto “Fazendo Música no Museu”, com a presença, já confirmada, do músico e instrumentista Silvério Barcellos, a partir das 16h, nas dependências do Salão Dona Sinhá.

O músico apresentará ao público o espetáculo Meu violão vadio, inspirado na obra dos grandes mestres do violão no Brasil. Dentre as pérolas do repertório escolhido para a ocasião, destacam-se composições como Sonhando contigo, Uma valsa e dois amores, Sons de Carrilhões e Samba em Prelúdio.

Com mais de 12 anos dedicados ao violão, o músico, tem uma trajetória vitoriosa como instrumentista e compositor, tendo participado de diversos festivais de música, dentre os quais, destacam-se a Califórnia da Canção Nativa e outros do mesmo gênero musical. Silvério faz parte também do conhecido Trio Sovaco de Cobra, que inclusive já marcou presença, durante o ano passado, no mesmo projeto da Baronesa, apresentando o melhor do chorinho.

O acesso à apresentação musical se dará por meio de senhas, que serão distribuídas a partir de quarta-feira, dia 27, no próprio Museu. A distribuição das senhas evita a superlotação do espaço, que dispõe de apenas 50 lugares.

Fonte: http://clicrbs.com.br

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Programa de Pós-Graduação em Memória Social e
Patrimônio Cultural

Dissertação de Luciana da Silva Peixoto

O objetivo deste trabalho é caracterizar o comportamento de consumo da sociedade pelotense do século XIX (1830-1900) através da louça recuperada da área central urbana da cidade e, a partir disso, caracterizar o processo de urbanização, considerando suas dimensões culturais, sociais e simbólicas. Para isso, propõe como metodologia a análise de uma amostra de louças selecionada a partir do critério de possibilidade de identificação da sua forma/função, seguindo um método de classificação referenciado em uma base documental já constituída, o Catálogo de Faiança Fina da Residência Conselheiro. Para a análise tomamos como referência o quadro teórico da arqueologia processualista, no sentido de que estamos interessados em identificar os processos culturais responsáveis pela construção destas evidências. No entanto, a interpretação dos dados está referenciada na arqueologia pós-processual, já que nosso principal interesse é perceber os contextos simbólicos, históricos e sociais relacionados a estes processos culturais.

Acesso completo à Dissertação AQUI

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