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Está aberto, até 14 de abril, o processo seletivo para financiamento de projetos culturais por meio do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural (FIDC), criado em 2005 pela Convenção de Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Os interessados deverão se inscrever (em inglês ou francês) pelo site da Unesco.

Instituído pelo artigo 18 da Convenção de Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, o FIDC tem como objetivo financiar projetos que possam promover mudanças estruturais na economia da cultura em países em desenvolvimento, com efeito direto sobre a criação, a produção, a distribuição e o acesso a expressões culturais diversas. Os projetos financiados pelo Fundo comportam atividades bastante variadas, como capacitação, mapeamento do setor cultural, análise e planejamento de políticas públicas e apoio a empreendedores culturais, entre outras.

“O apoio da Unesco a projetos que promovam e protejam a diversidade das expressões culturais demonstra que a Convenção da Diversidade Cultural mantém-se vigorosa nas suas diretrizes, encorajando o diálogo entre culturas, fomentando a interculturalidade e fortalecendo os vínculos entre cultura e desenvolvimento sustentável”, destaca o secretário de Articulação e Desenvolvimento Institucional do Ministério da Cultura (MinC), Adão Cândido.

Participação do MinC

Os projetos inscritos passarão inicialmente por uma pré-seleção nacional, feita pelo MinC, pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pelo escritório da Unesco no Brasil. Na sequência, a comissão nacional enviará, até 15 de maio, quatro projetos para exame da Unesco, sendo dois apresentados por instituições públicas e dois por organizações não governamentais.

Entre os critérios de avaliação dos projetos candidatos estão atender os objetivos e prioridades da Convenção da Unesco, ter impacto estrutural que leve ao fomento de setor cultural dinâmico, promover a cooperação Sul-Sul ou Norte-Sul-Sul e assegurar que o projeto tenha sustentabilidade e benefícios de longo prazo.

O candidato poderá pleitear do Fundo valor de até US$ 100 mil e o projeto deverá ser implementado no prazo de 12 a 24 meses. Desde 2010, o fundo beneficiou mais de 90 projetos de 51 países em desenvolvimento, com valor total de mais de US$ 6 milhões.

A Convenção

A Convenção de Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco foi adotada pela Conferência Geral da instituição em 2005 e ratificada pelo Brasil em 2007. A elaboração do documento contou com decisiva participação brasileira.

Entre os principais objetivos da Convenção estão orientar e legitimar os países na elaboração e implementação de políticas culturais próprias, necessárias à proteção e à promoção da diversidade cultural.

Mais informações: ifcd.convention2005@unesco.org

Assessoria de Comunicação

Ministério da Cultura

A partir de agora, o prédio só poderá ser visitado mediante agendamento prévio.

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Museu da Comunicação Hipólito José da Costa. Foto: Reprodução

Responsável por salvaguardar uma parte preciosa da memória cultural e histórica do Estado, o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa agora só pode ser visitado mediante agendamento prévio. Enfrentando há muitos anos problemas estruturais que comprometem a integridade física de seu rico acervo, o prédio no Centro Histórico de Porto Alegre abriga jornais, revistas, filmes, áudios, fotografias e peças publicitárias.

O Hipólito junta-se a outros equipamentos culturais da Capital colocados em ponto morto a fim de não colapsarem por completo – em alguns casos, para literalmente não desabarem sobre as cabeças dos visitantes. Acena-se com a restauração completa do belo edifício – um processo que por enquanto se arrasta morosamente e cujo prazo de conclusão é aquele que a cultura conhece bem por aqui: sine die.

Ô, psit, caiu com a estátua grega abaixo: até quando vamos aceitar com resignação que museus, teatros, centros culturais e bibliotecas definhem vergonhosamente até serem obrigados a fechar suas portas? Precisam (quase) morrer para despertar nossa atenção?

 

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Fonte: Defender

Olá pessoal! O Sistema Estadual de Museus do RS (SEMRS) começa 2017 lançando um novo documento para o registro de visitantes dos museus gaúchos. O Formulário Trimestral de Público Visitante dos Museus do Rio Grande do Sul faz parte de um novo trabalho que sistematiza a captação de dados para monitorar os acessos às instituições. O objetivo é usar os dados colhidos para análise e planejamento de ações que ampliem e promovam as visitações em todo o Estado. O SEM irá solicitar o formulário preenchido a cada três meses.

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Participe, preencha o formulário, disponível no link Formulário de Visitantes e envie para semrsmuseus@gmail.com até o dia 28 de abril de 2017.

Fonte: Sistema Estadual de Museus RS

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Referência para o desenvolvimento em âmbito brasileiro da Museologia Social – que preconiza a construção, por grupos sociais e comunidades, de suas próprias narrativas museais – a metodologia de trabalho do programa Pontos de Memória, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), foi reunida em livro lançado em 2016.

Pontos de Memória: Metodologia e Práticas em Museologia Social apresenta o processo de implementação dos 12 primeiros Pontos de Memória, iniciado já no ano de criação do Ibram (2009), o qual lançaria as bases de uma metodologia que utiliza ferramentas da
Museologia a serviço da memória social: identificação, qualificação, realização de inventários participativos, difusão de memórias, formação de redes.

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Visitação ao Museu de Favela (MUF), no Rio de Janeiro (RJ), um dos 12 pioneiros Pontos de Memória

Entre os resultados que os Pontos de Memória permitiram promover, de acordo com os relatos das comunidades que protagonizaram esta experiência inicial, são mencionados na publicação o conhecimento e valorização das memórias locais; fortalecimento de tradições, identidades e laços de pertencimento; valorização dos potenciais locais, com impulso ao turismo e economia nas regiões envolvidas; desenvolvimento sustentável das localidades; e melhoria da qualidade de vida, com redução da pobreza e violência.

Tendo despertado amplo interesse da comunidade museológica brasileira e internacional desde seu estágio embrionário, a metodologia do programa Pontos de Memória, agora sistematizada em livro, está disponível também nas versões em Inglês e Espanhol. Impressa e distribuída pelo Ibram aos Pontos de Memória brasileiros, a publicação pode ser baixada gratuitamente, por interessados em geral, em nossa seção de publicações.

Você pode fazer download do Livro diretamente AQUI

Mais informações pelo endereço eletrônico pontosdememoria@museus.gov.br.

Fonte: Ibram

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Para quem estiver em São Paulo dos dias 24/04 a 28/04/2017 vale conferir a oficina promovida pelo Centro de Pesquisa e Formação SESC São Paulo.

Segue o programa da oficina.

Programa

Tradução em Libras disponível. Faça sua solicitação no ato da inscrição, com no mínimo dois dias de antecedência da atividade.

O gerenciamento de riscos constitui ferramenta eficaz para aprimorar os processos decisórios voltados à preservação e uso do patrimônio cultural.

Sua utilização envolve a identificação abrangente dos diversos tipos de riscos que afligem este patrimônio e a análise sistemática (quantitativa) desses riscos, permitindo estabelecer prioridades de ação e alocação de recursos para mitigá-los de forma tecnicamente bem embasada e transparente.

Estratégias integradas eficazes e sustentáveis, combinando medidas preventivas e reativas, podem então ser estabelecidas para minimizar impactos negativos sobre o objetivo de transmitir o patrimônio cultural para as gerações futuras com a maior acessibilidade e a menor perda de valor possível.

A implantação do gerenciamento de riscos também contribui de forma significativa para harmonizar e incrementar a eficiência de iniciativas e esforços já existentes voltados à salvaguarda dos bens culturais, assim como para fomentar sinergias em ações futuras, proporcionando uma plataforma de trabalho bem estruturada, uma linguagem comum e uma metodologia adequada ao compartilhamento e integração dos conhecimentos e experiências específicos detidos por diferentes setores, instituições e profissionais, estimulando a integração interdisciplinar e intersetorial.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

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(Foto: Jose Luis Pedersoli)

Palestrantes

José Luiz Pedersoli Júnior

Químico especializado em gestão de riscos para o patrimônio cultural e na ciência dos materiais aplicada à conservação de bens culturais. Ampla experiência nacional e internacional na capacitação de profissionais do setor patrimonial para uso da metodologia de gestão de riscos em acervos culturais.
(Foto: Acervo Pessoal)

Pré-requisito

Profissionais ou estudantes envolvidos com a gestão e/ou a conservação (preventiva) de acervos culturais.

Data

24/04/2017 a 28/04/2017

Dias e Horários

Segunda a Sexta, 10h às 18h

As inscrições podem ser feitas a partir de 23 de março às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar
Bela Vista – São Paulo.

Valores

R$ 36,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 60,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 120,00 – inteira

Promotora Ana Marchesan em visita ao Museu de Ciências Naturais do Rio Grande do Sul

A promotora do Meio Ambiente de Porto Alegre, Ana Marchesan, realizou, na manhã desta quarta-feira, 22, vistoria nas coleções do Museu de Ciências Naturais do Estado do Rio Grande do Sul, tendo em vista a possível extinção da Fundação Zoobotânica e de seus equipamentos vinculados.

Acompanhada da assessora historiadora do MP, Cintia Vieira Souto, e de representantes do Conselho Federal e Estadual de Museologia, a promotora constatou o “incrível trabalho de memória científica desenvolvido há anos pelos pesquisadores das mais diversas áreas e a importância que ostentam para programas de conservação da biodiversidade e do meio ambiente como um todo, sem falar na relevância como fonte para trabalhos científicos”.

Foram vistoriadas as coleções de insetos, plantas vasculares e líquens, algas (ficologia), poríferos, entomologia (insetos), malacologia (moluscos), ictiologia (peixes), erpetologia (répteis e anfíbios), ornitologia (pássaros), mamíferos (mastozoologia), paleontologia e o serpentário.

Conforme Ana Marchesan, o trabalho foi realizado tendo em vista a ação civil pública ajuizada em fevereiro de 2017 contra o Estado do Rio Grande do Sul com o objetivo de preservar o patrimônio cultural e natural do Museu de Ciências Naturais e do Jardim Botânico.

“Os trabalhos do Museu são relevantes ainda para questões ligadas à saúde da população, pois os venenos extraídos das serpentes vivas que lá estão são usados para fabricação de soro antiofídico e outros medicamentos”, ressaltou a Promotora, lembrando que há também um patrimônio genético catalogado no Museu.

Afora as coleções históricas (recebidas prontas pelo Museu), todas as demais são coleções vivas, ou seja, continuam recebendo diuturnamente materiais novos para estudos e catalogação, necessitando de curadoria permanente.

Ana Marchesan avalia que a perda parcial ou total desse acervo representará danos incomensuráveis à memória científica não só nacional como até internacional. “O Museu recebe consultas e estabelece intercâmbios com diversas instituições estrangeiras como o Museu Britânico e o Museu de História Natural de Berlim”, destacou ela.

Fonte: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul

Nas próximas quinta e sexta-feira, dias 23 e 24, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) oferece, em sua sede em Brasília (DF), minicurso gratuito voltado a estudantes, profissionais do campo museal, servidores do órgão e público em geral sobre a concepção, planejamento, execução e avaliação de exposições.

“Caminhos da Memória: fazendo uma exposição”, ministrado pela museóloga e historiadora Maristela Simão, será oferecido numa iniciativa do programa de formação, capacitação e qualificação Saber Museu. Com carga horária de 8h e desenvolvido em duas manhãs (das 8h30 às 12h30), no auditório do Ibram, o curso vai trazer ao público orientações básicas e recursos teóricos sobre o tema.

Interessados em participar devem enviar nome completo, CPF e e-mail para suporte.ead@museus.gov.br. Serão oferecidas 40 vagas, preenchidas por ordem de inscrição. O Ibram está situado no endereço: SBN Quadra 2, Bloco N, Edifício CNC III, em Brasília (DF).

 

Fonte: IBRAM