Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Abertura de Exposição’

Sobre o pintor, desenhista, gravador e arquiteto Carlos Mancuso, pode-se dizer que sua relação com a técnica da aquarela é quase uma simbiose: “senti na aquarela a alegria da espontaneidade, a leveza da linguagem, a rapidez da execução, a ela se liga muito meu temperamento, com essa possibilidade de transparência e luminosidade”. Mancuso nasceu em Porto Alegre em 1930 e na mesma cidade faleceu em 2010. Foi aluno de João Faria Viana e como artista recebeu várias premiações ao longo da carreira.

 Carlos Mancuso, sem título, aquarela, sem data, 30 x 40 cm, coleção Heitor Bergamini, foto Clóvis Dariano.

Carlos Mancuso, sem título, aquarela, sem data, 30 x 40 cm, coleção Heitor Bergamini, foto Clóvis Dariano.

No ofício de arquiteto, Carlos Mancuso chefiou a equipe de restauração do Theatro São Pedro e atuou nas restaurações do Solar dos Câmara e do Solar Lopo Gonçalves. Era profundo conhecedor do Barroco chegando a escrever um livro sobre o tema em 1972. Mesmo no exercício profissional de sua atividade de arquiteto utilizava a aquarela para executar esboços e projetos. Mostrou também um grande talento para o magistério, sendo professor por muitos anos das disciplinas de estética e de história da arte no Instituto de Artes e na Faculdade de Arquitetura da UFRGS.

Carlos Mancuso, sem título, aquarela, sem data, 34 x 44,5 cm, coleção Heitor Bergamini, foto Clóvis Dariano.

A exposição que abrirá na Pinacoteca Aldo Locatelli no dia 20 de dezembro, sob curadoria da professora Blanca Brites, contará com 33 aquarelas de Carlos Mancuso, distribuídas em duas temáticas: paisagens e natureza mortas. Todas as obras são oriundas dos acervos do colecionador Heitor Bergamini, da família Mancuso, de Alfredo Nicolaiewsky e da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo da UFRGS. A realização da mostra é da Coordenação de Artes Plásticas da Secretaria da Cultura de Porto Alegre e, assim como as exposições “A Escrita Se Fez Imagem – Simões Lopes Neto Ilustrado por Nelson Boeira Fraedrich”, “A Voz das Cores – Aquarelas de José Lutzenberger” e “Um Vôo Livre – aquarelas de Norberto Stori”, foi pensada com o intuito de destacar artistas que obtiveram êxito em suas pinturas sobre o papel.

 Carlos Mancuso, sem título, aquarela, sem data, 35 x 49,5 cm, coleção Ricardo Mancuso, foto Clóvis Dariano.

Carlos Mancuso, sem título, aquarela, sem data, 35 x 49,5 cm, coleção Ricardo Mancuso, foto Clóvis Dariano.

 

SENSÍVEL LEVEZA – Carlos Mancuso

Pinacoteca Aldo Locatelli – Paço dos Açorianos

Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico – Porto Alegre

abertura: 20 de dezembro, terça-feira, 19h

visitação: até 27 de janeiro de 2017

segunda a sexta, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h

acervo@smc.prefpoa.com.br / [55] (51) 3289 3735

Anúncios

Read Full Post »

Foto: Acervo Nuances

Foto: Acervo Nuances

No dia 18 de novembro, sexta-feira, às 19h, inaugura a exposição Uma cidade pelas margens, no Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo. A mostra explora a trajetória de pessoas e organizações que protagonizaram a luta pela visibilidade e pelo direito à diversidade em Porto Alegre. Também serão realizadas duas mesas redondas e Piquenique Cultural temático. O projeto é uma parceria entre o Museu e o Nuances – Grupo pela livre expressão sexual, a Liga Brasileira de Lésbicas do Rio Grande do Sul (LBL- RS), além do Curso de Graduação em Museologia, do Laboratório de Políticas Públicas Ações Coletivas e Saúde (LAPPACS) e do Programa de Pós-Graduação em História (PPGHIST), todos vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Sobre a exposição

No dia 13 de novembro de 2016 ocorre a 20ª edição da Parada Livre, evento realizado em Porto Alegre desde 1997 e que, atualmente, reúne milhares de pessoas no Parque Farroupilha. Essa manifestação é um marco na luta pela visibilidade da comunidade LGBTT – sigla para gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais – e pelo direito à diversidade.

O Museu de Porto Alegre tem proposto atividades que buscam contemplar pautas consideradas importantes para a construção de uma cidade democrática e plural. Em 2015, em função da 9ª Primavera dos Museus, foi realizada a exposição de curta duração (In)visibilidades dos povos indígenas em Porto Alegre , dedicada trajetória histórica de Kaingangs, Mbyás-Guarani e Charruas. Em 2016, durante as comemorações dos 244 anos da cidade, o Projeto Tambores de Porto Alegre promoveu uma série de atividades, dentre as quais a realização de uma exposição temporária que reuniu um acervo de elementos das manifestações afro gaúchas, em especial o Tambor Sopapo, os tambores do Candombe e do Batuque de Nação Oyó Idjexá e o Urucungos.

Dando continuidade a essa proposta, trazemos a temática LGBTT para o espaço do Museu, construindo uma ponte entre a realização da 20ª Parada Livre e a história e memória da população LGBTT em Porto Alegre. Tendo isso em vista, teve início um processo colaborativo que resultou na proposição de uma série de atividades a serem desenvolvidas nos meses de novembro e dezembro.

A exposição de curta duração Uma cidade pelas margens é dividida em dois eixos. O primeiro trata a questão da cartografia da cidade sob a perspectiva LGBTT, identificando espaços de sociabilidade fundamentais para a construção dessa narrativa. O segundo apresenta a luta e as conquistas dos direitos humanos, a resistência e os avanços nas questões jurídicas. A mostra fica em cartaz até o dia 30 de dezembro.

Sobre a programação paralela

A primeira mesa redonda acontece no dia 23 de novembro, às 19h, com o tema as Trajetórias, histórias e memórias da comunidade LGBTT com as historiadoras Íris Germano e Liane Muller. A segunda, ainda sem data definida, vai abordar Saúde, Educação e Caminhos jurídicos da Comunidade LBGTT. Os encontros serão no auditório do Museu, com entrada franca. Para encerrar a programação, no dia 11 de dezembro, está previsto a edição de um Piquenique Cultural temático com diversas atrações culturais, no jardim do Museu.

Serviço:
O que: Abertura da exposição Uma Cidade pelas margens
Quando: Dia 18 de novembro de 2016, sexta-feira, às 19h
Onde: Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo (João Alfredo, 582, Cidade Baixa, Porto Alegre-RS)
Entrada franca
Visitação: de segunda das 13h às 17h30min, de terça a sexta das 9h às 12h e das 13h às 17h30min até o dia 30 de dezembro de 2016.
Informações pelo 3289-8275
Visitas para grupos podem ser agendadas através do telefone 3289.8270.

Rua João Alfredo, 582 | Cidade Baixa | Porto Alegre – RS
51.3289 8275

Fonte: Guia21.sul21

Read Full Post »

Nachlass Leonore Mau. S. Fischer

Nachlass Leonore Mau. S. Fischer

 

Exposição de Fotografias
A Casa de Leonore Mau
Curadoria: Alexandre Santos

Abertura: 17 de novembro de 2016, 19h, no Goethe-Institut Porto Alegre (Rua 24 de Outubro, 112),
com palestra do escritor e ensaísta, Prof. Diedrich Diederichsen (Alemanha)

Realização: Goethe-Institut Porto Alegre, Fundação S. Fischer, Programa de Pós-Graduação do Instituto de Artes da UFRGS

No âmbito do projeto regional “Hubert Fichte – Liebe und Ethnologie” (Amor e Etnologia), que conta com a participação de vários Institutos do Brasil, Chile, USA, Portugal, Senegal e Alemanha , o Goethe-Institut Porto Alegre abordará o universo feminino da “Lebensreise” (Viagem da Vida) de Hubert Fichte e Leonore Mau. Entre as décadas de 1960 e 1980, o casal viajou várias vezes pela América do Sul e se ocupou com as questões da estética da produção literária e fotográfica. A exposição de fotografias de Leonore Mau, que abrirá no dia 17 de novembro de 2016 na Galeria do Goethe-Institut com uma palestra do escritor e ensaísta, Prof. Diedrich Diederichsen, comprova que os trabalhos de Mau não eram simplesmente imagens ilustrativas para a obra literária de Fichte, mas tinham sua própria autonomia e qualidade estética.

A exposição traz fotografias realizadas por Leonore Mau durante suas viagens ao Brasil para realizar projetos em parceria com Hubert Fichte. Trata-se de imagens ainda não vistas em Porto Alegre, versando sobre diferentes temas como a infância, as cerimônias religiosas afro-brasileiras, o carnaval, a vida nas favelas, as praias, as ruas e os lares de diferentes extratos sociais do país.

O curador, Alexandre Santos, professor de história da arte e pesquisador da fotografia do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a convite do Goethe-Institut Porto Alegre viajou a Hamburgo, Alemanha, para selecionar fotografias de Leonore Mau que estão no acervo da Fundação S. Fischer.
A cineasta e fotógrafa Nathalie David que trabalhou por 20 anos com Leonore Mau e em 2005, por solicitação da Fundação S. Fischer, produziu o documentário “Diese Photographin heißt Leonore Mau” (Essa Fotógrafa se chama Leonore Mau), estará na finissage da exposição, em março de 2017 para apresentar o seu documentário e participar de uma mesa redonda com o curador da exposição.

Serviço:

Exposição “A Casa de Leonore Mau”
Galeria do Goethe-Institut Porto Alegre (24 de outubro,112)
Palestra e coquetel de abertura: 17 de novembro de 2016, 19h, no Goethe-Institut Porto Alegre, com palestra do escritor e ensaísta, Prof. Diedrich Diederichsen (Alemanha) 20h: Coquetel
Visitação: de segunda a sexta | das 10h às 19h30
Sábados: das 9h às 12h30
Domingos e feriados não há visitação
Entrada franca

 

Fonte: Guia21.sul21

Read Full Post »

Exposição no Paço dos Açorianos assinala o centenário de falecimento de
Simões Lopes Neto apresentando imagens de um de seus maiores intérpretes:
Nelson Boeira Faedrich

faedrich-nelson-_-blau-o-vaqueiro-

faedrich-nelson-_-blau-o-vaqueiro-

 

Um dos mais importantes escritores brasileiros, João Simões Lopes Neto (1865–1916) reinventou a chamada “literatura regionalista”, dando voz a um vaqueano, a um gaúcho pobre, a um sujeito que tantas vezes havia sido objeto da literatura, mas que não falava a sua linguagem: Blau Nunes. É ele o narrador de Contos Gauchescos (1912), assim como é Blau um dos protagonistas d’A salamanca do Jarau, fantástica história apresentada em Lendas do Sul (1913).

Dentro da programação do Ano Oficial do Centenário da Morte de João Simões Lopes Neto, a Pinacoteca Aldo Locatelli da Prefeitura de Porto Alegre apresenta as ilustrações desenvolvidas por Nelson Boeira Faedrich para essas duas grandes obras: Contos Gauchescos e Lendas do Sul. Os livros foram originalmente publicados pela Livraria e Editora Echenique, de Pelotas, mas começaram a ganhar projeção a partir das edições da Livraria do Globo. A primeira é de 1926, assinalando os dez anos da morte do autor; a segunda, paradigmática, é de 1949, na estreia da Coleção Província, com introdução, notas e glossário de Aurélio Buarque de Holanda, prefácio e notas e Augusto Meyer e posfácio de Carlos Reverbel.

Nelson Boeira Faedrich (1912–1994), um dos mais importantes artistas ilustradores brasileiros, tem seu nome fortemente ligado ao de Simões Lopes Neto, devido às interpretações singulares que produziu para os títulos supracitados. Nos anos 1940, Faedrich trabalhava para a Livraria do Globo e é provável que suas imagens para as Lendas do Sul estivessem articuladas ao projeto editorial de 1949. Todavia, por diversas razões, ele publicou inicialmente pela Livraria Martins Editora, de São Paulo, em 1953. A Globo só lançaria as edições ilustradas pelo artista mais tarde: em 1974, foi a vez de Lendas do Sul e, em 1983, de Contos Gauchescos. Todos os originais foram adquiridos pela antiga APLUB, instituída pelo médico e empresário Rolf Zelmanovicz, que manteve uma coleção voltada à arte sulina, a Pinacoteca APLUB de Arte Rio-Grandense, funcionando entre 1975 e 2002. Nelson Boeira Faedrich foi um dos artistas a inaugurar a Pinacoteca, a 11 de setembro de 1975, exibindo as ilustrações para Lendas do Sul. Agora, as obras do artista voltam ao público, revelando um dos mais singulares encontros entre escritor e ilustrador, entre texto e imagem.

A mostra apresenta mais de 50 obras em têmpera, nanquim e na técnica do scratchboard, todas pertencentes ao acervo da Fundacred (empresa que incorporou a Pinacoteca APLUB). A escrita se fez imagem tem curadoria da crítica e historiadora da arte Paula Ramos, autora de A modernidade impressa – artistas ilustradores da Livraria do Globo – Porto Alegre (Editora da UFRGS, 2016), livro que também recupera e analisa a poética de Nelson Boeira Faedrich.

faedrich-nelson-_-a-carga-de-sepe-330

 

SERVIÇO

 A ESCRITA SE FEZ IMAGEM

Simões Lopes Neto ilustrado por Nelson Boeira Faedrich

Curadoria: Paula Ramos

  Quando

Abertura da exposição em 22 de setembro de 2016, quinta-feira, às 19h

Visitação de 23 de setembro a 18 de novembro de 2016

Segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h

Na abertura da exposição, ocorrerá a performance A casa de Mbororé, com o ator

Hélio Oliveira, que interpretará a lenda homônima, escrita por Simões Lopes Neto, com a música “Canção de Mbororé” de Jorge Herrmann e Manuel Estivalet.

 

No dia 15 de outubro, às 10h, palestra Simões Lopes Neto e Nelson Boeira Faedrich: um encontro, também no Paço dos Açorianos, com a curadora.

 Onde

Pinacoteca Aldo Locatelli – Paço dos Açorianos

Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico – Porto Alegre / RS

 Maiores informações

acervo@smc.prefpoa.com.br, (51) 3289 3735

Read Full Post »

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) abre na próxima quarta-feira (14/09), às 19h30min, quatro exposições de artes visuais selecionadas em edital. A mostra integra o segundo ciclo de artes visuais da galeria Espaço IAB em 2016. A visitação permanece até o dia 14 de outubro de 2016, das 14h às 20h, de segunda à sexta-feira, na Rua General Canabarro nº 363, no Centro Histórico de Porto Alegre. A entrada é franca.

Na área externa do Solar do IAB RS, o artista Ricardo Cardoso apresenta a mostra “26″, com obras de forma pura, sem adornos ou enfeites, tendo como ponto central a proporção e a estabilidade que se intercruzam na gramática das formas. A instalação específica de Ricardo dialoga com a edificação do Solar do IAB, enquadrando-o de maneira a ressignificar o ambiente construído. Essa pureza geométrica abre a possibilidade de a obra mostrar sua fração interior. Evidencia-se sua finitude, mas ao mesmo tempo deixa trespassar olhares estimulados pelo contraste dos materiais, agora inseridos no universo contemporâneo.

ricardocardoso

Obra de Ricardo Cardoso

Na Sala Negra, o público poderá conferir a mostra “Projetos Demarcatórios”, do artista Roberto Chagas, que veio de Santa Maria (RS). “Minhas esculturas propõem um diálogo entre território e temporalidade, pois demarcar o espaço exige tempo. Cada uma das peças apresentadas nesse conjunto corresponde a uma investigação formal que poderá vir a ocupar o espaço público em uma outra dimensão”, explica o artista. A pedra, a madeira e o metal atravessam-se na composição e sofrem, da mão do escultor, uma aceleração da ação do tempo, embora apenas na superfície do metal se possa perceber. Algumas das obras já ocupam seu espaço em praças e parques de cidades como Valdívia, no Chile; e Ayia Napa, no Chipre e Rio de Janeiro.

 

Obra de Ricardo Cardoso

Obra de Ricardo Cardoso

 

A Sala Anexa abrigará a exposição coletiva “Papier Mâchè – Cho Dorneles & Alunas”. Participam os artistas Cho Dorneles (org.), Graça Hund, Jaque Pauletti, Madalena Fuke, Nora Boher, Rejane Wagner, Sandra kravetz, Silvia Aita, Suzana Albano, Tereza Albano, Valéria Soviero e Vera Dall’onder. “Muitos artistas que, até bem recentemente, se dedicavam predominantemente à cerâmica, à escultura, à pintura ou mesmo às instalações, têm cedido ao fascínio do flexível do Papel Maché”, observa Cho Dorneles, organizador da mostra. As obras do grupo apresentam a leveza e resistência proporcionada por este material. A facilidade com que se pode prepará-lo para trabalhar e a sua imensa versatilidade, proporcionou grandes possibilidades para o desenvolvimento de ideias e projetos do grupo de artistas. Assim, esta exposição é o resultado do trabalho orientado por Cho Dorneles, que vem sendo realizado por três grupos distintos, pela primeira vez reunidos, para mostrar em conjunto suas obras.

Obra de Silvia Aita

Obra de Silvia Aita

 

Já a Sala do Arco receberá a mostra “O Jardim Secreto de Adriana Giora” com curadoria de Letícia Lau. Adriana Giora preparou para esta exposição 3000 peças em cerâmica para sua instalação que tomará conta de todo o espaço, transformando-a em um jardim. O tema se refere ao jardim como espaço privativo simbolizando os sonhos e um refúgio. “Com uma população cada vez mais urbana e as pessoas mais distanciadas da natureza, o espaço de um jardim privado é um bem cada vez mais precioso”, destaca a artista. Segundo ela, a ideia não é criar um simulacro da realidade, mas transpor para a linguagem artística, dentro da poética da artista, um lugar para apreciar, circular e refletir sobre nossas ações perante a natureza.

Obra de Adriana Giora

Obra de Adriana Giora

O que: Exposições de Artes Visuais no IAB RS

Abertura: Dia 14 de setembro, quarta-feira, às 19h30min.
Visitação: Até o dia 14 de outubro de 2016, das 14 às 20h, de segunda à sexta-feira
Onde: Ponto de Cultura Solar do IAB RS (Rua General Canabarro nº 363, no Centro Histórico de Porto Alegre).
Quanto: Entrada franca
Informações: (51) 3212.2552 / http://galeriaespacoiab.blogspot.com.br/

 

Read Full Post »

MARE NOSTRUM, convite digital

Embora a prática de fixar imagens do mar e outros cursos d’água em pedras, cerâmicas, telas e outros suportes, seja conhecida desde a Antiguidade, foi há quatro séculos em que se estabeleceram os cânones das marinhas como gênero artístico. A cena marítima, ou simplesmente marinha, se destaca marcadamente na pintura na Holanda do século XVII, quando alguns artistas desenvolvem-na com tal excelência que suas obras são consideradas até hoje documentos históricos da expansão naval daquele país. Assim pode ser compreendido o óleo sobre tela intitulado “The Rejalma”, pintado por Jeronimus Van Diest em 1673, pertencente ao acervo da Pinacoteca Ruben Berta.

RB 042: JERONIMUS VAN DIEST (Holanda, 1631 - 1673) - "The Rejalma" - 1673 - óleo sobre tela - acervo PINACOTECA RUBEN BERTA - foto: F.Zago-StudioZ

JERONIMUS VAN DIEST (Holanda, 1631 – 1673) – “The Rejalma” – 1673 – óleo sobre tela – acervo PINACOTECA RUBEN BERTA – foto: F.Zago-StudioZ

A partir desta “tela-conceito” a exposição MARE NOSTRUM busca estabelecer um diálogo, com outras 32 obras do acervo da Prefeitura de Porto Alegre, que representam marinhas datadas de fins do século XIX aos inícios do século XX, mostrando diversas facetas do tradicional gênero. Assim, uma grande mudança pode ser percebida em obras que espelham o espírito romântico que no século XIX enfeitiçava o mundo ocidental. Partidários do espírito daquele tempo, diversos artistas passaram a buscar a dramaticidade no turbilhão da natureza e na força dos seus movimentos indômitos e sublimes. Mais adiante as marinhas readquirem uma posição de relevo na criação de pinturas produzidas sob o impacto do Impressionismo que trouxe novos experimentos técnicos sobre os efeitos da luz e da diversidade de cores. Os desdobramentos desta abordagem – que às vezes resulta em pinceladas violentas e outras em quase abstração – perpassam diversas obras criadas no século XX.

ANGELO GUIDO (Itália,1893 – Pelotas, 1969) - "Marinha - Ilha Porchat" - sem data - óleo sobre tela - acervo PINACOTECA ALDO LOCATELLI - foto: Leopoldo Plentz

ANGELO GUIDO (Itália,1893 – Pelotas, 1969) – “Marinha – Ilha Porchat” – sem data – óleo sobre tela – acervo PINACOTECA ALDO LOCATELLI – foto: Leopoldo Plentz

A exposição MARE NOSTRUM, não deriva de uma conceituação rígida de marinhas. De modo que contempla quadros que nem sempre trazem o mar como personagem único ou principal. Divide, por vezes, o campo da tela com montanhas, praias e com o próprio homem. Para além das representações do mar, estão incluídas também paisagens de lagos, rios e riachos. Porém, inquestionavelmente, as águas são a referência mágica que determinam a composição, conferindo o tom predominante. MARE NOSTRUM pretende ainda ser um balão de ensaio. Durante a mostra serão convidados artistas para realizar suas releituras pessoais de “The Rejalma”. A produção resultante será apresentada no próximo ano, e com este gesto pretende-se contribuir no desafio de atualizar a marinha como gênero artístico para a sensibilidade e as técnicas contemporâneas.

ILDEU MOREIRA (Belo Horizonte, 1920 - 1999) - "Marinha" - sem data - óleo sobre tela - acervo PINACOTECA RUBEN BERTA - foto: F.Zago-StudioZ

ILDEU MOREIRA (Belo Horizonte, 1920 – 1999) – “Marinha” – sem data – óleo sobre tela – acervo PINACOTECA RUBEN BERTA – foto: F.Zago-StudioZ

MARE NOSTRUM – “The Rejalma” e a arte das marinhas

Pinacoteca Ruben Berta – Rua Duque de Caxias, 973 Centro Histórico – Porto Alegre – Rio Grande do Sul de 8 de agosto a 12 ago 2016 | seg a sex, das 10h às 18hacervo@smc.prefpoa.com.br / [55] (51) 3289-8292

Read Full Post »

As recentes doações de obras de arte de Jones Bergamin, marchand gaúcho que reside no Rio de Janeiro, para a Pinacoteca Aldo Locatelli, serão expostas a partir do dia 23 de junho no Paço dos Açorianos, sede da Prefeitura de Porto Alegre.

FZ_D800E_9952
Intitulada “Scliar – Ouro Preto”, a mostra com curadoria de Renato Rosa, propiciará ao público vislumbrar um políptico, composto por dez pinturas datadas de 1973 que retratam a cidade mineira de Ouro Preto, famosa por sua arquitetura colonial. Também integram a exposição um álbum de serigrafias, produzidas por Carlos Scliar no final da sua vida, e que traz uma série de representações de motivos florais, além de gravuras e desenhos assinados pelo artista que já pertenciam ao acervo da Pinacoteca Aldo Locatelli.
O gaúcho Carlos Scliar (Santa Maria, 1920 – Rio de Janeiro, 2001) foi um dos mais ardorosos defensores do modernismo no Brasil, ciente do papel social da arte e que soube com maestria surpreender com suas composições de formas e espaço, tanto nas pinturas, quanto nas gravuras e desenhos. A abertura da exposição, na quinta-feira, 23 de junho, contará com a presença de Elio Scliar, neto do artista.

Exposição SCLIAR – OURO PRETO
Sala Aldo Locatelli – Paço dos Açorianos
Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico – Porto Alegre
abertura: 23 jun 2016, quinta-feira, 18h30
visitação: até 5 ago | seg a sex, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h30
acervo@smc.prefpoa.com.br / 3289-3735

JUSTIFICATIVA : A VIDA, A ARTE, por CARLOS SCLIAR (*)

Pinto porque gosto. Pintar é minha preocupação constante, inclusive quando não estou pintando. Todos os dias descubro algo. Gosto de mostrar meus quadros e me surpreendo permanentemente com a reação das pessoas. Pinto porque gosto e quero me comunicar. O pintor é um homem dentro do mundo, com suas responsabilidades acrescidas pela possibilidade especial de comunicação e atuação. É pela pintura que o pintor melhor se entende com o público e, se não for o caso, que faça outra coisa. Cada um diz o que sabe, como pode. Diariamente, podemos aprender a melhor e a mais profundamente transmitir nossa visão das coisas. Acho que não há forças capazes de impedir que a humanidade avance na conquista de uma vida mais digna e bela para todos. Tento, através dos meus quadros, transmitir minha confiança no homem e na sua luta, mostrando que a vida é bela e merece ser conquistada. Cada um diz o que sabe e como pode. Todos os dias conhecemos melhor o que nos rodeia. Não perder o fio da meada é fundamental. O fio começa conosco, pintores, quando nascemos, e tomamos consciência naquele instante em que percebemos que será através de um traço, das cores e das formas que poderemos dizer algo que resuma nosso amor à vida…. Não gosto de falar sozinho. Considero-me um homem rico da experiência de todos os homens, de todos os tempos. Se puder transmitir esse calor não será inútil minha presença. Transformo minhas estadas em Ouro Preto e Cabo Frio em laboratórios de liberdade… Gostaria de me comunicar com todo o mundo. Utilizo todos os meios para por meus quadros em contato com o público: exposições, reproduções, televisão, cinema, tudo o que permite sentir esse calor que destrói o isolamento. Tento renovar, aclarar minha expressão. Utilizo tudo que ajude essa minha sede de melhor e mais profunda expressão, mas é condição que me corresponda… O homem não é um ser passivo, a inércia não leva senão a uma repetição mecânica… Acredito no trabalho constante, na liberdade que nasce do conhecimento, no respeito ao homem e na sua luta positiva. O artista pode ser um instante poético, lúcido e estimulante de amor ao homem.

(*) in “SCLIAR O Real em Reflexo e Transfiguração”, de Roberto Pontual, Editora Civilização Brasileira, 1970.

Read Full Post »

Older Posts »