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Uma ação de zelo, carinho, amor e pertencimento ao Patrimônio.

A Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico com o apoio institucional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado – IPHAE RS traz ao Rio Grande do Sul, a Oficina Oficina Zeladoria do Patrimônio Cultural – Uma ação de zelo, carinho, amor e pertencimento ao Patrimônio, ministrada pelo Estúdio Sarasá, em comemoração ao Dia Nacional do Patrimônio Histórico (17 de agosto).

A oficina apresenta um novo olhar sobre a conservação do Patrimônio Cultural Edificado, para ser trabalhado pelo sociedade e comunidade local em conjunto com o poder público e entidades privadas.

O Estúdio Sarasá é uma empresa paulista que atua nas áreas de consultoria, conservação e restauro, projetos e zeladoria que promove o desenvolvimento de métodos, técnicas e experiências de conservação e restauro para a assessoria de instituições públicas e privadas, como prefeituras, secretarias de gestão na área cultural, museus, igrejas, escritórios de arquitetura, construtoras, gestores do patrimônio cultural, organizações sociais, entre outros.

O texto a seguir é do arquiteto Carlos Lemos, reconhecido por seus projetos, docência e valioso triunfo na área da pesquisa histórica, das artes e preservação do Patrimônio, ao conhecer a proposta de zeladoria apresentada pelo Estúdio Sarasá:

O curso Zeladores do Patrimônio vem em boa hora, pois a nosso ver, sua idealização é mais que oportuna dada a desinformação geral existente a respeito da conservação de bens culturais arquitetônicos de interesse histórico ou artístico.

É generalizado o emprego da palavra “restauração” para designar intervenções em bens tombados, sem que se atine o verdadeiro significado da palavra. Com certeza, restaurar significa recuperar as condições técnico-construtivas originais. Significa voltar à volumetria e aos acabamentos genuínos da construção preservada. Isso é extremamente difícil de se conseguir, pois muitas técnicas construtivas já estão em desuso; muitos modos de fazer já estão completamente esquecidos e as razões de ser de alguns acabamentos estão fora do nosso entendimento.

Sobretudo na ocasião da troca de programas de necessidades por causa do desaparecimento no cotidiano contemporâneo das funções originais, devido antes de tudo ao progresso, é que surgem as dúvidas sobre a preservação de setores ou espaços remanescentes. Tal dificuldade quase sempre decorre do estado de conservação do bem cultural vitimado pela ausência de sua originalidade aqui e ali em razão do descuido de quem espera acontecer para depois remediar. Por isso tudo vê-se que o zelo é primordial porque, em qualquer situação, ele é a garantia de autenticidade e, assim, dispensa-se de vez a restauração propriamente dita.

Carlos A. C. Lemos
São Paulo, 27 de fevereiro de 2014.

Serviço:

Oficina Oficina Zeladoria do Patrimônio Cultural – Uma ação de zelo, carinho, amor e pertencimento ao Patrimônio

Dia: 17 de agosto de 2015 (Dia Nacional do Patrimônio Histórico)
Horário: das 8h30 às 12h30
Local: Auditório do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
Rua dos Andradas, 1223
Centro Histórico – Porto Alegre – Rio Grande do Sul

Inscrições:

Valor individual: R$ 35,00 (trinta e cinco reais)

Valor individual para associados da Defender: R$ 20,00 (vinte reais)

Maiores informações: defender@defender.org.br ou 51.3723.1637 – 51.8682.3211 e inscrição na página da Defender aqui

Fonte: Defender

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Palestra do Arquiteto Eduardo Hahn – atual superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN no Rio Grande do Sul, durante o II Encontro Patrimônio Cultural e Desenvolvimento, evento nacional realizado pela Defender nos dias 14, 15 e 16 de agosto de 2013, em Porto Alegre (RS). A exposição de Hahn aconteceu no dia 14 de agosto, às 14 horas, último dia como diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul (IPHAE RS).

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A secretaria de Estado da Cultura ( Sedac), por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado ( Iphae) vai acompanhar e fiscalizar a preservação dos prédios históricos de São José do Norte.

Igreja Matriz já está com pintura externa pronta

O município passa por uma nova realidade econômica e social com a construção do estaleiro do Polo Naval do sul do estado, um empreendimento de R$ 1,2 bilhão. A empresa Estaleiros do Brasil (EBR) é a responsável pela construção e a sua licença de instalação inclui medidas compensatórias pelo impacto que a construção traz.  Nessas medidas estão os projetos para restauração e preservação de cinco prédios considerados Patrimônio Histórico estadual e a execução de um desses projetos. Serão recuperados a antiga Intendência, o Solar dos Imperadores, a Igreja Matriz, o cinema Miramar e o farol do Atalaia.

A EBR também deve observar a pesquisa e monitoramento arqueológico na área da construção e realizar o Inventário Nacional de Referência Culturais (INRC) do município. Este trabalho consiste no levantamento de todo o patrimônio imaterial da cidade.

Para definir a estratégia de trabalho conjunto entre a  Sedac e a EBR o secretário da Cultura, Assis Brasil, e a diretora do Iphae, Miriam Satori Rodrigues, estiveram em São José do Norte nessa quinta-feira (23). Após reunião de trabalho com a gerência e assessores da empresa , visitaram os prédios a serem restaurados. Assis Brasil destacou o Solar dos Imperadores como o mais significativo do século dezenove.  “O Solar está merecendo uma atenção especial e urgente. Esteticamente é o que mais representa a arquitetura da época. O município possui vários prédios representativos da arquitetura colonial que devem ser preservados”, afirmou.

Secretário Assis Brasil destacou a importância do Solar dos Imperadores

O Solar recebeu a visita de D. Pedro I e de D. Pedro II. . Em 31 de julho de 1841, pelo desempenho da guarnição local nas lutas contra os Farrapos, D. Pedro II agraciou São José do Norte com o título de “Mui Heróica Villa”, em 1938   passou à categoria de cidade.

O gerente comercial e Marketing da EBR, Luiz Felipe Camargo, disse que a empresa quer incentivar o envolvimento da comunidade. “Queremos participar de forma mais intensa e completa, para além das medidas compensatórias. Pensamos até em incentivar a criação de uma associação”. Nos próximos dias será escolhida a equipe que vai coordenar o projeto, e em novo encontro entre o Iphae e a equipe da EBR será definido qual dos prédios a empresa vai restaurar na totalidade.

Antiga Intendência

O Iphae é o órgão executor da Sedac no setor de patrimônio e participa das definições junto com a EBR desde o primeiro momento do projeto. A diretora Miriam Rodrigues  apontou outros temas importantes. “Há uma necessidade de requalificação urbana da cidade. São José possui ainda uma implantação muito peculiar do traçado português e precisa ser preservado. A expansão da cidade também deve observar este traçado”, afirmou.

A obra

O estaleiro do Polo Naval em São José do Norte será o maior do estado, com 1,5 milhão de metros quadrados vai gerar 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos. A obra deve estar concluída em dois anos e modificará totalmente o município com novas empresas comerciais, hotéis e restaurantes.

Polo Naval será o maior do RS

A EBR foi a vencedora da disputa de preços da licitação para construção de módulos e integração das plataformas P-74 e P-76, da Petrobras. A EBR – Estaleiros do Brasil Ltda. é uma empresa especializada em construções offshore, originada através da associação entre a empresa japonesa, TOYO Engineering e a empresa brasileira, SOG Óleo e Gás (SETAL), onde ambas dividem a sua participação societária.

O município

O Município de São José do Norte faz parte de uma península situada entre o oceano Atlântico e a Lagoa dos Patos. Tem na arquitetura colonial portuguesa sua característica histórica.

Farol do Atalaia- foto: Prefeitura Municipal

A economia do Município está apoiada na agricultura, pesca e turismo ecológico e litorâneo, sendo a cebola, o arroz e as florestas de pinus, as principais riquezas agrícolas, e o camarão o mais nobre fruto do mar.

Numa posição litorânea privilegiada, São José do Norte oferece aos visitantes  a beleza e as possibilidades de aventura e esportes na Praia do Mar Grosso.

Fonte: SEDAC RS

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