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Posts Tagged ‘Museu de Porto Alegre’

Foto: Acervo Nuances

Foto: Acervo Nuances

No dia 18 de novembro, sexta-feira, às 19h, inaugura a exposição Uma cidade pelas margens, no Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo. A mostra explora a trajetória de pessoas e organizações que protagonizaram a luta pela visibilidade e pelo direito à diversidade em Porto Alegre. Também serão realizadas duas mesas redondas e Piquenique Cultural temático. O projeto é uma parceria entre o Museu e o Nuances – Grupo pela livre expressão sexual, a Liga Brasileira de Lésbicas do Rio Grande do Sul (LBL- RS), além do Curso de Graduação em Museologia, do Laboratório de Políticas Públicas Ações Coletivas e Saúde (LAPPACS) e do Programa de Pós-Graduação em História (PPGHIST), todos vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Sobre a exposição

No dia 13 de novembro de 2016 ocorre a 20ª edição da Parada Livre, evento realizado em Porto Alegre desde 1997 e que, atualmente, reúne milhares de pessoas no Parque Farroupilha. Essa manifestação é um marco na luta pela visibilidade da comunidade LGBTT – sigla para gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais – e pelo direito à diversidade.

O Museu de Porto Alegre tem proposto atividades que buscam contemplar pautas consideradas importantes para a construção de uma cidade democrática e plural. Em 2015, em função da 9ª Primavera dos Museus, foi realizada a exposição de curta duração (In)visibilidades dos povos indígenas em Porto Alegre , dedicada trajetória histórica de Kaingangs, Mbyás-Guarani e Charruas. Em 2016, durante as comemorações dos 244 anos da cidade, o Projeto Tambores de Porto Alegre promoveu uma série de atividades, dentre as quais a realização de uma exposição temporária que reuniu um acervo de elementos das manifestações afro gaúchas, em especial o Tambor Sopapo, os tambores do Candombe e do Batuque de Nação Oyó Idjexá e o Urucungos.

Dando continuidade a essa proposta, trazemos a temática LGBTT para o espaço do Museu, construindo uma ponte entre a realização da 20ª Parada Livre e a história e memória da população LGBTT em Porto Alegre. Tendo isso em vista, teve início um processo colaborativo que resultou na proposição de uma série de atividades a serem desenvolvidas nos meses de novembro e dezembro.

A exposição de curta duração Uma cidade pelas margens é dividida em dois eixos. O primeiro trata a questão da cartografia da cidade sob a perspectiva LGBTT, identificando espaços de sociabilidade fundamentais para a construção dessa narrativa. O segundo apresenta a luta e as conquistas dos direitos humanos, a resistência e os avanços nas questões jurídicas. A mostra fica em cartaz até o dia 30 de dezembro.

Sobre a programação paralela

A primeira mesa redonda acontece no dia 23 de novembro, às 19h, com o tema as Trajetórias, histórias e memórias da comunidade LGBTT com as historiadoras Íris Germano e Liane Muller. A segunda, ainda sem data definida, vai abordar Saúde, Educação e Caminhos jurídicos da Comunidade LBGTT. Os encontros serão no auditório do Museu, com entrada franca. Para encerrar a programação, no dia 11 de dezembro, está previsto a edição de um Piquenique Cultural temático com diversas atrações culturais, no jardim do Museu.

Serviço:
O que: Abertura da exposição Uma Cidade pelas margens
Quando: Dia 18 de novembro de 2016, sexta-feira, às 19h
Onde: Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo (João Alfredo, 582, Cidade Baixa, Porto Alegre-RS)
Entrada franca
Visitação: de segunda das 13h às 17h30min, de terça a sexta das 9h às 12h e das 13h às 17h30min até o dia 30 de dezembro de 2016.
Informações pelo 3289-8275
Visitas para grupos podem ser agendadas através do telefone 3289.8270.

Rua João Alfredo, 582 | Cidade Baixa | Porto Alegre – RS
51.3289 8275

Fonte: Guia21.sul21

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A história conta que Porto Alegre começou a ser povoada em 1752. A partir da década de 70 do mesmo século começariam a ser erguidos as primeiras grandes edificações ao redor de onde hoje está a Praça da Matriz, como o primeiro Palácio do Governador e a Igreja da Matriz. No entanto, estas construções foram posteriormente demolidas e substituídas por outras edificações.

Levando em conta construções que ainda estão sendo utilizadas a partir de suas estruturas originais, o prédio mais antigo da cidade é o atual Memorial do Legislativo, que data de 1790. A seguir, conheça a história das cinco edificações mais antigas de Porto Alegre que ainda estão em funcionamento.

Memorial do Legislativo | Foto: Joana Berwanger/Sul21

1) Memorial do Legislativo

Localizado na rua Duque de Caxias, no atual número 1.029, o prédio começou a ser construído entre 1769 e 1772 e foi concluído em 1790 para abrigar a Antiga Provedoria Real da Fazenda. Mais notadamente, a partir de 1835, passou a ser sede da Assembléia Legislativa Provincial, precursora da Assembleia Legislativa. Foi sede do parlamento gaúcho por 132 anos, até 19 de setembro de 1967, quando foi realizada a última sessão plenária ali. Desde 30 de junho de 2010, sedia o Memorial do Legislativo gaúcho, que abriga o acervo arquivístico da Casa.

Igreja Nossa Senhora das Dores | Foto: Joana Berwanger/Sul21

 

2) Igreja Nossa Senhora das Dores

Localizada na Rua dos Andradas, sem número, a Igreja das Nossa Senhora das Dores é a igreja mais antiga de Porto Alegre que permanece em pé. O início de sua construção data de 1807, tendo a primeira capela sendo concluída em 1813. No entanto, suas obras só seriam encerradas quase um século depois, em 1903, quando houve a inauguração oficial da igreja. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) ainda em 1938, recentemente tem passado por uma série de reformas para restauração da estrutura original.

Solar dos Câmara | Foto: Joana Berwanger/Sul21

 

3) Solar dos Câmara

Prédio residencial mais antigo da cidade, este casarão começou a ser construído na Duque de Caxias, 968, em 1918, sendo concluído seis anos mais tarde. Seu primeiro proprietário foi José Feliciano Fernandes Pinheiro, chefe da Alfândega do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, posteriormente, primeiro presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. O segundo morador do prédio foi José Antônio Corrêa da Câmara (a partir de 1951), que curiosamente viria a ser o primeiro governador do RS, em 1889. O último morador da casa, Armando Pereira da Câmara (até 1975), foi senador e reitor da UFRGS e da PUCRS. Em 1981, o prédio foi adquirido pela Assembleia. Após um tempo fechado, desde 1993 abriga o Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais (DRPAC), onde estão instaladas a Biblioteca Borges de Medeiros, exposições fotográficas da Sala J.B. Scalco e ocorrem espetáculos musicais gratuitos do projeto Sarau no Solar.

Solar da Travessa Paraíso | Foto: Mariano Czarnobai/Divulgação

 

4) Solar da Travessa Paraíso

Em 1820, começava a ser construído o casarão da Travessa Paraíso, atualmente no número 71, em uma grande área onde é hoje o Morro Santa Teresa. A partir de 1930, o Solar foi dividido para abrigar várias famílias, sendo que de 1970 aos anos 90 o prédio ficou abandonado. No entanto, em 1994, o seu valor arqueológico foi reconhecido pela cidade e a Prefeitura assumiu a posse e promoveu uma restauração do prédio, que foi reinaugurado em 2000. Hoje é sede do festival internacional de teatro Porto Alegre Em Cena.

Museu Joaquim José Felizardo | Foto: Maia Rubim/Sul21

 

5) Museu de Porto Alegre J. J. Felizardo

Fechando a lista, o antigo Solar Lopo Gonçalves foi construído entre 1845 e 1853, na antiga Rua da Margem, conhecida atualmente como João Alfredo. Originalmente, foi usada como chácara pela família Gonçalves Bastos e como residência de cidade para seus herdeiros. Posteriormente, foi de propriedade de outra família e também abrigou a sede do Serviço de Assistência Social e Seguro dos Economiários. Desde 1982, sedia o Museu de Porto Alegre.

 

Fonte: OSul21

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Rua Marechal Floriano esquina com Praça XV em 1910 | Foto: Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo/ Virgílio Calegari

Utilizando fotos antigas de seu acervo e imagens do Google Street View, o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo (Rua João Alfredo, nº 582) montou, a partir do site What Was There, o projeto “A cidade no tempo” (acesse aqui). Com a sobreposição de imagens históricas – das décadas de 1890, 1910, 1920, 1940 e 1950 – e as fotos atuais do serviço do Google, é possível observar o que mudou na cidade, além de costumes da época, desde o final do século 19 até os tempos atuais.

“É uma espécie de brincadeira, mas não tão brincadeira assim, porque dá para perceber as mudanças na cidade, para o bem e para o mal”, diz Letícia Bauer, diretora do museu.

Inicialmente, 12 fotos foram selecionadas para serem utilizadas no projeto. Segundo ela, a ideia é ir acrescentando mais fotos com o passar do tempo. Contudo, ela salienta que, apesar do extenso acervo, nem todas as fotos da cidade são adequadas para serem utilizadas no projeto. “Muitas vezes o ângulo do passado não bate com o ângulo do Google Street View”, diz.

Esta “inventação” da diretora do museu está no ar desde a última semana e, segundo ela, tem sido um sucesso. “As pessoas compartilharam muito nas redes sociais. Deu muito certo”, disse Letícia.

Avenida João Pessoa esquina com Desembargador André da Rocha em 1910 | Foto: Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo/ Virgílio Calegari

Objetivo é aproveitar o acervo

De acordo com Letícia Bauer, a ideia por trás do projeto foi dinamizar o acervo de cerca de 8,5 mil fotos da fototeca Sioma Breitman do museu. Outro objetivo é utilizar estas imagens históricas para renovar as exposições da instituição.

O museu também tem aproveitado o site para desenvolver outros projetos que utilizam as imagens do acervo. Um deles é o Fotógrafos de Porto Alegre, que já conta com três galerias virtuais.

Segundo Letícia, estes projetos se tornaram possíveis a partir da digitalização do acervo da fototeca, um trabalho que está sendo desenvolvido pela coordenadora da área, Mara Nunes, pelo fotógrafo Guilherme Lund e por Tamires Silva e Silva, que trabalhou na pesquisa.

Além disso, Letícia afirma que o Museu de Porto Alegre está buscando ampliar seus leque de atividades e exposições. No próximo dia 1º, será realizado o Piquenique Cultural, evento que reúne apresentações musicais e opções gastrônicas e é realizado em parceria com a Gastronomia em Movimento. O museu também está preparando mostras para a Semana dos Museus e a 9º Primavera de Museus, ações que devem ocorrer nos próximos meses.

Rua Vigário José Inácio esquina com Voluntários da Pátria em 1910 | Foto: Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo/ Autor desconhecido

Fonte: Sul21

 

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