Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Patrimônio Cultural’

Iniciou hoje a Semana do Patrimônio Cultural no Município de São Leopoldo que está acontecendo de 14 a 20 de agosto de 2017. Abaixo vocês podem conferir os cartazes de cada dia da palestra.

 

 

 

 

Anúncios

Read Full Post »

A Constituição Federal de 1988 no seu artigo 216 garante a proteção e salvaguarda o patrimônio cultural. Contudo, o Estado deixa ser considerado, judicialmente, o único ente a dirigir as políticas, a sociedade é, agora, admitida como participante essencial no processo de preservação. Seguindo esta ideia, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) disponibiliza para download uma nova ferramenta deEducação Patrimonial: Inventários Participativos. 

O lançamento é um desdobramento do Programa Mais Educação, realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC), nas escolas públicas do Brasil, com o objetivo de fazer com que os alunos identificassem suas referências culturais. O uso nesses espaços fez com que a sociedade se apropriasse deste instrumento para além dos muros das escolas e fosse usado por grupos e comunidades a partir de uma linguagem que se comunica com os indivíduos, contudo sem formalizar o reconhecimento por parte das instituições oficiais de preservação.

O acesso ao Inventário Participativo é livre, podendo ser utilizado sem a necessidade de autorizações ou cessão de direitos. A ideia é fomentar a discussão sobre patrimônio cultural, disponibilizando mais uma forma de acesso da comunidade para que identifique e trave uma relação de conhecimento com suas referências culturais. Ainda, aborda o entendimento de elementos como território, convívio e cidade como possibilidades de constante aprendizado e formação, associando valores como cidadania, participação social e melhoria de qualidade de vida.

O patrimônio como desenvolvimento econômico e social e a comunicação como meio de interlocução social são pontos de ação do Iphan para os próximos anos. Dessa maneira, os inventários participativos se enquadram em uma abordagem contemporânea do patrimônio, em que a educação não é “bancária”, como abordava Paulo Freire, funcionando como um depósito de informações. Neste caso, a educação patrimonial propõe o questionamento e a produção do conhecimento dialógico, no qual a comunidade possa conversar entre si e pensar suas referências culturais.

A coordenadora de Educação Patrimonial do Iphan, Sônia Rampim Florêncio, acredita que foi dado um passo importante para se concretizar o processo de empoderamento da sociedade, uma vez que o instrumento é um caminho, uma ferramenta mas o conhecimento e a valoração é feita em sua totalidade pelas pessoas, pelo cotidiano dos indivíduos e sua relação coma cultura.

Experiência
Mestre em educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Alessandra Gama, utilizou o inventário, ainda no âmbito do Programa Mais Educação, com o Coletivo Salvaguarda da Capoeira de Campinas, que reuniu 12 grupos. O trabalho de inventariar as referências culturais, o exercício documental e de pesquisa impactou os processos de apropriação das expressões culturais que envolvem a capoeira e, agora, estão sendo sistematizados esses dados para que sejam apresentados à sociedade.

Alessandra Gama diz que a experiência reverberou na salvaguarda do patrimônio cultural e “despertou a noção de pertencimento a partir de uma prática mais educativa que tenha a ver com a cultura local, com a valorização da comunidade local tem a importância nas duas esferas para os bens culturais reconhecidos e para os bens que não necessariamente serão alvo de políticas públicas”.

Dessa maneira, o inventário participativo, pautado na política de educação patrimonial, passa a ser um instrumento multiplicador que resulta na produção de conhecimento por meio de diversas perspectivas.

O Inventário Participativo é uma ferramenta para a mobilização social em torno das referências culturais. Ele nasceu como um material pedagógico para o Programa Mais Educação, portanto, direcionado ao contexto escolar. No entanto, sua apropriação pela sociedade civil e pelas comunidades se deu por demandas espontâneas. Tivemos notícia de que Pontos de Cultura, Pontos de Memória, comunidades indígenas e quilombolas já estavam auto inventariando suas referências culturais utilizando o Material do Programa Mais Educação. Foi daí que surgiu a ideia de transformar a linguagem do inventário, inicialmente preparado para as escolas, e direcioná-los para as comunidades e pra toda sociedade. Acreditamos muito no caminho de fortalecimento do protagonismo das comunidades em evidenciar a cultura como eixo de desenvolvimento local.

Acesse a publicação AQUI

Fonte: IPHAN e Defender

Read Full Post »

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), iniciado em 2007, é uma inciativa do governo federal coordenada pelo Ministério do Planejamento que promoveu a retomada do planejamento e execução de grandes obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética do país. Em 2011, o PAC entrou na sua segunda fase, com o mesmo pensamento estratégico, aprimorado pelos anos de experiência da fase anterior, mais recursos e mais parcerias com estados e municípios.

 Em 2013, de forma até então inédita na história das políticas de preservação, o Ministério do Planejamento autorizou a criação de uma linha destinada exclusivamente aos sítios históricos urbanos protegidos pelo Iphan, dando origem ao PAC Cidades Históricas. Coube ao Instituto, a concepção do Programa atualmente em fase de implementação em cooperação com diversos co-executores, em especial os municípios, universidades e outras instituições federais, contando ainda com apoio técnico da Caixa e de estados da federação.

O PAC Cidades Históricas está sendo implantado em 44 cidades de 20 estados da federação. O investimento em obras de restauração é de R$ 1,6 bilhão, destinado a 425 obras de restauração de edifícios e espaços públicos.

Destas 44 cidades, Porto Alegre está selecionada com 9 ações de restauro e finalizações de obras. Dentre as quais estão:

  • Requalificação da Praça da Matriz e restauração do Monumento à Júlio de Castilhos
  • Finalização da requalificação da Praça da Alfândega
  • Finalização da restauração do Casarão da Pinacoteca Rubem Berta
  • Finalização da obra de restauração do Palacete Argentina e anexo – IPHAN
  • Restauração do Museu Júlio de Castilhos
  • Etapa final da restauração do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa
  • Restauração do Museu de Arte do Rio Grande do Sul
  • Restauração da antiga sede dos Correios – Memorial do Rio Grande do Sul e o Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul
  • Restauração do Mercado Público

Para ter acesso ao documento de Ações Selecionadas em todas as cidades abrangidas pelo PAC Cidades Históricas CLIQUE AQUI

Investimentos por cidade

Manuais, Fluxogramas e Minutas de Referência

Termos de Execução Descentralizada 

 

Fonte: IPHAN

Read Full Post »

Foram publicados os primeiros artigos e verbetes no ‘Dicionário IPHAN de Patrimônio Cultural’, disponível no novo portal do IPHAN – http://portal.iphan.gov.br/.

A versão online será constantemente aperfeiçoada, no decorrer do processo de elaboração da obra.

O dicionário é uma obra de construção coletiva e será anualmente ampliada com novas edições, em função das novas contribuições.

Convidamos todos a conhecer o dicionário acessando o link: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1026.

Essa será uma obra de grande valia para todos que trabalham ou se interessam pelo campo da Preservação no Brasil.

Participem dessa construção!

Patrimônios Imateriais

 

Educação Patrimonial

 

Patrimônio Material

 

Fonte: IPHAN PR

Read Full Post »

Uma ação de zelo, carinho, amor e pertencimento ao Patrimônio.

A Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico com o apoio institucional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado – IPHAE RS traz ao Rio Grande do Sul, a Oficina Oficina Zeladoria do Patrimônio Cultural – Uma ação de zelo, carinho, amor e pertencimento ao Patrimônio, ministrada pelo Estúdio Sarasá, em comemoração ao Dia Nacional do Patrimônio Histórico (17 de agosto).

A oficina apresenta um novo olhar sobre a conservação do Patrimônio Cultural Edificado, para ser trabalhado pelo sociedade e comunidade local em conjunto com o poder público e entidades privadas.

O Estúdio Sarasá é uma empresa paulista que atua nas áreas de consultoria, conservação e restauro, projetos e zeladoria que promove o desenvolvimento de métodos, técnicas e experiências de conservação e restauro para a assessoria de instituições públicas e privadas, como prefeituras, secretarias de gestão na área cultural, museus, igrejas, escritórios de arquitetura, construtoras, gestores do patrimônio cultural, organizações sociais, entre outros.

O texto a seguir é do arquiteto Carlos Lemos, reconhecido por seus projetos, docência e valioso triunfo na área da pesquisa histórica, das artes e preservação do Patrimônio, ao conhecer a proposta de zeladoria apresentada pelo Estúdio Sarasá:

O curso Zeladores do Patrimônio vem em boa hora, pois a nosso ver, sua idealização é mais que oportuna dada a desinformação geral existente a respeito da conservação de bens culturais arquitetônicos de interesse histórico ou artístico.

É generalizado o emprego da palavra “restauração” para designar intervenções em bens tombados, sem que se atine o verdadeiro significado da palavra. Com certeza, restaurar significa recuperar as condições técnico-construtivas originais. Significa voltar à volumetria e aos acabamentos genuínos da construção preservada. Isso é extremamente difícil de se conseguir, pois muitas técnicas construtivas já estão em desuso; muitos modos de fazer já estão completamente esquecidos e as razões de ser de alguns acabamentos estão fora do nosso entendimento.

Sobretudo na ocasião da troca de programas de necessidades por causa do desaparecimento no cotidiano contemporâneo das funções originais, devido antes de tudo ao progresso, é que surgem as dúvidas sobre a preservação de setores ou espaços remanescentes. Tal dificuldade quase sempre decorre do estado de conservação do bem cultural vitimado pela ausência de sua originalidade aqui e ali em razão do descuido de quem espera acontecer para depois remediar. Por isso tudo vê-se que o zelo é primordial porque, em qualquer situação, ele é a garantia de autenticidade e, assim, dispensa-se de vez a restauração propriamente dita.

Carlos A. C. Lemos
São Paulo, 27 de fevereiro de 2014.

Serviço:

Oficina Oficina Zeladoria do Patrimônio Cultural – Uma ação de zelo, carinho, amor e pertencimento ao Patrimônio

Dia: 17 de agosto de 2015 (Dia Nacional do Patrimônio Histórico)
Horário: das 8h30 às 12h30
Local: Auditório do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
Rua dos Andradas, 1223
Centro Histórico – Porto Alegre – Rio Grande do Sul

Inscrições:

Valor individual: R$ 35,00 (trinta e cinco reais)

Valor individual para associados da Defender: R$ 20,00 (vinte reais)

Maiores informações: defender@defender.org.br ou 51.3723.1637 – 51.8682.3211 e inscrição na página da Defender aqui

Fonte: Defender

Read Full Post »

Ponte Mauá – liga Brasil ao Uruguai. (Foto: divulgação)

Nos meses de maio e junho, o Brasil sediará seis reuniões do Mercosul Cultural, das quais participarão especialistas de 12 países (incluídos cinco Estados membros e sete associados).

Divididos em comissões, eles discutirão temas como diversidade cultural, economia criativa e indústrias culturais, e patrimônio cultural. Ao final, em 18 de junho, haverá o encontro de ministros.

Também está prevista a apresentação de um Painel de Experiências Nacionais sobre a circulação de bens culturais, cujo propósito é criar mecanismos comuns nessa área para facilitar a divulgação da produção artística dos países da região.

A rodada de reuniões, que começa em 5 de maio, em Brasília, e que também ocorrerá no Rio de Janeiro e Jaguarão (RS), ocorre durante o período da presidência pro tempore assumida pelo Brasil durante o primeiro semestre deste ano. Guiana e Suriname, que ingressaram no Mercosul em 2013 como países associados, participam pela primeira vez desses encontros.

Entre as pautas relevantes que serão discutidas estão a internalização no ordenamento jurídico de cada país, da normativa que cria o Fundo Mercosul Cultural e a participação da Venezuela no mesmo. O Fundo Mercosul foi criado em 2010 para financiar projetos e programas que estimulem a criação, circulação, promoção, proteção e difusão de bens culturais. A categoria “Patrimônio Cultural do Mercosul” é outro dos temas do encontro – esta reunião ocorrerá na cidade de Jaguarão, no Rio Grande do Sul, onde também se fará a entrega oficial do primeiro certificado à Ponte Internacional Barão de Mauá, que fica entre a cidade brasileira e Rio Branco, no norte do Uruguai.

Também será debatido o “Selo Mercosul Cultural” para facilitar a livre circulação de bens e serviços desse setor. Neste contexto, o Painel de experiências nacionais, que ocorrerá em Brasília, trará exemplos práticos de como promover esse tipo de operação. A atuação em bloco do Mercosul na Convenção da Diversidade da Unesco é outro dos temas de debate.

Durante os encontros também ocorrerá, de forma paralela, a XXV Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul (Recam). O objetivo específico do programa é fortalecer o setor cinematográfico e audiovisual do Mercosul visando sua integração regional. O setor se organiza de forma independente dentro do bloco.

Criado em 1998, o Mercosul Cultural tem o objetivo de estimular o debate conceitual e a integração por meio da cultura, o que é uma das atuações prioritárias do MinC no âmbito supranacional. Suas principais áreas de destaque são o intercâmbio de políticas culturais, o desenvolvimento de estudos, a integração de sistemas de informação e estatística, a promoção do intercâmbio técnico e artístico, a gestão do patrimônio cultural e valorização da memória social e da diversidade cultural.

Fonte: Ministério da Cultura

Read Full Post »

politicas publicas

O presente e-book originou-se a partir dos artigos dos alunos do Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Memória So-cial e Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) realizados para a disciplina Políticas Públicas do Patrimônio, ministrada pelos professores Ana María Sosa González e Cláudio de Sá Machado Júnior, organizadores deste livro, no primeiro semestre de 2012. Portanto, representa o esforço para traduzir em texto parte das discussões realizadas em sala de aula, abordando os proces-sos patrimoniais que vem acontecendo nos últimos anos no Brasil e no mundo. Este e-book também teve sua origem a partir de convi-tes especiais, feitos pela professora Francisca Ferreira Michelon com colaboração dos professores supracitados a pesquisadores que desenvolvem trabalhos referentes ao tema.
A disciplina abordou conteúdos sobre a legislação brasileira e hispano-americana voltadas para a preservação de bens culturais, à luz das políticas públicas do patrimônio desenvolvidas especialmente no Brasil e nos contextos do Mercosul. Trabalhou-se a partir do histórico dessas políticas, problematizando contextos e situações contemporâneas. A partir das discussões e leituras de diversos textos surgiu o diálogo com as pesquisas que os professores da disciplina, pós-graduandos no Programa de Pós-Graduação, desenvolvem, contando também com o apoio dos orientadores e a contribuição de vários docentes do curso.
Refletir sobre as medidas adotadas, ou não, que possam garantir a salvaguarda do patrimônio cultural do extenso e diversificado panorama que constitui a nação brasileira é um exercício, possivelmente infindável, que se manifestas de diversas maneiras: relatos de experiências, revisão de literatura, relatório de ações específicas, análises de casos. A análise das políticas públicas inscreve-se com muita desenvoltura no campo da ciência política, no entanto, mesmo nesse, o Brasil foi contemplado com estudos ocasionais até serem publicadas as obras de Maria Cecília Londres Fonseca e de Márcia Romeiro Chuva, ambas citadas nos capítulos deste livro. As referidas, publicadas em um curto espaço de tempo entre uma e outra, marcam o surgimento de um tema para o qual convergem muitas atenções que dedicam esforço em compreender os processos de negociação entre os agentes patrimoniais. (…)

Faça o download do arquivo

Fonte: PPGMP/Ufpel

Read Full Post »

Older Posts »