Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Patrimônio Histórico’

A Constituição Federal de 1988 no seu artigo 216 garante a proteção e salvaguarda o patrimônio cultural. Contudo, o Estado deixa ser considerado, judicialmente, o único ente a dirigir as políticas, a sociedade é, agora, admitida como participante essencial no processo de preservação. Seguindo esta ideia, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) disponibiliza para download uma nova ferramenta deEducação Patrimonial: Inventários Participativos. 

O lançamento é um desdobramento do Programa Mais Educação, realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC), nas escolas públicas do Brasil, com o objetivo de fazer com que os alunos identificassem suas referências culturais. O uso nesses espaços fez com que a sociedade se apropriasse deste instrumento para além dos muros das escolas e fosse usado por grupos e comunidades a partir de uma linguagem que se comunica com os indivíduos, contudo sem formalizar o reconhecimento por parte das instituições oficiais de preservação.

O acesso ao Inventário Participativo é livre, podendo ser utilizado sem a necessidade de autorizações ou cessão de direitos. A ideia é fomentar a discussão sobre patrimônio cultural, disponibilizando mais uma forma de acesso da comunidade para que identifique e trave uma relação de conhecimento com suas referências culturais. Ainda, aborda o entendimento de elementos como território, convívio e cidade como possibilidades de constante aprendizado e formação, associando valores como cidadania, participação social e melhoria de qualidade de vida.

O patrimônio como desenvolvimento econômico e social e a comunicação como meio de interlocução social são pontos de ação do Iphan para os próximos anos. Dessa maneira, os inventários participativos se enquadram em uma abordagem contemporânea do patrimônio, em que a educação não é “bancária”, como abordava Paulo Freire, funcionando como um depósito de informações. Neste caso, a educação patrimonial propõe o questionamento e a produção do conhecimento dialógico, no qual a comunidade possa conversar entre si e pensar suas referências culturais.

A coordenadora de Educação Patrimonial do Iphan, Sônia Rampim Florêncio, acredita que foi dado um passo importante para se concretizar o processo de empoderamento da sociedade, uma vez que o instrumento é um caminho, uma ferramenta mas o conhecimento e a valoração é feita em sua totalidade pelas pessoas, pelo cotidiano dos indivíduos e sua relação coma cultura.

Experiência
Mestre em educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Alessandra Gama, utilizou o inventário, ainda no âmbito do Programa Mais Educação, com o Coletivo Salvaguarda da Capoeira de Campinas, que reuniu 12 grupos. O trabalho de inventariar as referências culturais, o exercício documental e de pesquisa impactou os processos de apropriação das expressões culturais que envolvem a capoeira e, agora, estão sendo sistematizados esses dados para que sejam apresentados à sociedade.

Alessandra Gama diz que a experiência reverberou na salvaguarda do patrimônio cultural e “despertou a noção de pertencimento a partir de uma prática mais educativa que tenha a ver com a cultura local, com a valorização da comunidade local tem a importância nas duas esferas para os bens culturais reconhecidos e para os bens que não necessariamente serão alvo de políticas públicas”.

Dessa maneira, o inventário participativo, pautado na política de educação patrimonial, passa a ser um instrumento multiplicador que resulta na produção de conhecimento por meio de diversas perspectivas.

O Inventário Participativo é uma ferramenta para a mobilização social em torno das referências culturais. Ele nasceu como um material pedagógico para o Programa Mais Educação, portanto, direcionado ao contexto escolar. No entanto, sua apropriação pela sociedade civil e pelas comunidades se deu por demandas espontâneas. Tivemos notícia de que Pontos de Cultura, Pontos de Memória, comunidades indígenas e quilombolas já estavam auto inventariando suas referências culturais utilizando o Material do Programa Mais Educação. Foi daí que surgiu a ideia de transformar a linguagem do inventário, inicialmente preparado para as escolas, e direcioná-los para as comunidades e pra toda sociedade. Acreditamos muito no caminho de fortalecimento do protagonismo das comunidades em evidenciar a cultura como eixo de desenvolvimento local.

Acesse a publicação AQUI

Fonte: IPHAN e Defender

Anúncios

Read Full Post »

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), iniciado em 2007, é uma inciativa do governo federal coordenada pelo Ministério do Planejamento que promoveu a retomada do planejamento e execução de grandes obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética do país. Em 2011, o PAC entrou na sua segunda fase, com o mesmo pensamento estratégico, aprimorado pelos anos de experiência da fase anterior, mais recursos e mais parcerias com estados e municípios.

 Em 2013, de forma até então inédita na história das políticas de preservação, o Ministério do Planejamento autorizou a criação de uma linha destinada exclusivamente aos sítios históricos urbanos protegidos pelo Iphan, dando origem ao PAC Cidades Históricas. Coube ao Instituto, a concepção do Programa atualmente em fase de implementação em cooperação com diversos co-executores, em especial os municípios, universidades e outras instituições federais, contando ainda com apoio técnico da Caixa e de estados da federação.

O PAC Cidades Históricas está sendo implantado em 44 cidades de 20 estados da federação. O investimento em obras de restauração é de R$ 1,6 bilhão, destinado a 425 obras de restauração de edifícios e espaços públicos.

Destas 44 cidades, Porto Alegre está selecionada com 9 ações de restauro e finalizações de obras. Dentre as quais estão:

  • Requalificação da Praça da Matriz e restauração do Monumento à Júlio de Castilhos
  • Finalização da requalificação da Praça da Alfândega
  • Finalização da restauração do Casarão da Pinacoteca Rubem Berta
  • Finalização da obra de restauração do Palacete Argentina e anexo – IPHAN
  • Restauração do Museu Júlio de Castilhos
  • Etapa final da restauração do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa
  • Restauração do Museu de Arte do Rio Grande do Sul
  • Restauração da antiga sede dos Correios – Memorial do Rio Grande do Sul e o Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul
  • Restauração do Mercado Público

Para ter acesso ao documento de Ações Selecionadas em todas as cidades abrangidas pelo PAC Cidades Históricas CLIQUE AQUI

Investimentos por cidade

Manuais, Fluxogramas e Minutas de Referência

Termos de Execução Descentralizada 

 

Fonte: IPHAN

Read Full Post »

As obras no Instituto de Educação devem iniciar logo após o término do ano letivo.

Instituto Flores da Cunha é uma das escolas com atividades restritas na Capital. Foto: Lucas Rivas

O Governo do Estado assina, amanhã, o contrato com a empresa Porto Novo Empreendimentos & Construções que será a responsável pelo restauro do Instituto Estadual de Educação General Flores da Cunha, de Porto Alegre. Orçada em R$ 22,5 milhões, a obra pretende recuperar e conservar a edificação, que é patrimônio histórico do Rio Grande do Sul. O projeto é da empresa 3C Arquitetura e Urbanismo.

As obras no Instituto de Educação devem iniciar após o término do ano letivo. Como o prazo estimado para a conclusão é de 18 meses, em 2016 e em parte de 2017, os alunos serão atendidos na Escola Estadual Felipe de Oliveira e na estrutura onde funcionava a Escola Estadual Roque Callage. A solenidade de assinatura ocorrerá amanhã, às 10h, no Palácio Piratini.

A estrutura será modernizada e adaptada para receber os estudantes e as tecnologias envolvidas no trabalho em sala de aula nos dias de hoje. Além da análise sobre a situação atual da estrutura, a equipe da empresa Porto Novo realizou pesquisas históricas e mapeou quais peças eram originais e quais foram modificadas ao longo dos anos. Adaptações do conjunto também foram planejadas para qualificar e modernizar o estabelecimento de ensino.

Depois de restaurado, o prédio atenderá exigências de acessibilidade e prevenção contra incêndio. O projeto contempla ainda paisagismo, reforma nas redes elétrica e hidráulica, iluminação interna e externa, segurança, rede lógica, sonorização e climatização.

Fonte: Defender

Fonte original da notícia: Rádio Guaíba

Read Full Post »