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Posts Tagged ‘Pinacoteca Rubem Berta’

MARE NOSTRUM, convite digital

Embora a prática de fixar imagens do mar e outros cursos d’água em pedras, cerâmicas, telas e outros suportes, seja conhecida desde a Antiguidade, foi há quatro séculos em que se estabeleceram os cânones das marinhas como gênero artístico. A cena marítima, ou simplesmente marinha, se destaca marcadamente na pintura na Holanda do século XVII, quando alguns artistas desenvolvem-na com tal excelência que suas obras são consideradas até hoje documentos históricos da expansão naval daquele país. Assim pode ser compreendido o óleo sobre tela intitulado “The Rejalma”, pintado por Jeronimus Van Diest em 1673, pertencente ao acervo da Pinacoteca Ruben Berta.

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JERONIMUS VAN DIEST (Holanda, 1631 – 1673) – “The Rejalma” – 1673 – óleo sobre tela – acervo PINACOTECA RUBEN BERTA – foto: F.Zago-StudioZ

A partir desta “tela-conceito” a exposição MARE NOSTRUM busca estabelecer um diálogo, com outras 32 obras do acervo da Prefeitura de Porto Alegre, que representam marinhas datadas de fins do século XIX aos inícios do século XX, mostrando diversas facetas do tradicional gênero. Assim, uma grande mudança pode ser percebida em obras que espelham o espírito romântico que no século XIX enfeitiçava o mundo ocidental. Partidários do espírito daquele tempo, diversos artistas passaram a buscar a dramaticidade no turbilhão da natureza e na força dos seus movimentos indômitos e sublimes. Mais adiante as marinhas readquirem uma posição de relevo na criação de pinturas produzidas sob o impacto do Impressionismo que trouxe novos experimentos técnicos sobre os efeitos da luz e da diversidade de cores. Os desdobramentos desta abordagem – que às vezes resulta em pinceladas violentas e outras em quase abstração – perpassam diversas obras criadas no século XX.

ANGELO GUIDO (Itália,1893 – Pelotas, 1969) - "Marinha - Ilha Porchat" - sem data - óleo sobre tela - acervo PINACOTECA ALDO LOCATELLI - foto: Leopoldo Plentz

ANGELO GUIDO (Itália,1893 – Pelotas, 1969) – “Marinha – Ilha Porchat” – sem data – óleo sobre tela – acervo PINACOTECA ALDO LOCATELLI – foto: Leopoldo Plentz

A exposição MARE NOSTRUM, não deriva de uma conceituação rígida de marinhas. De modo que contempla quadros que nem sempre trazem o mar como personagem único ou principal. Divide, por vezes, o campo da tela com montanhas, praias e com o próprio homem. Para além das representações do mar, estão incluídas também paisagens de lagos, rios e riachos. Porém, inquestionavelmente, as águas são a referência mágica que determinam a composição, conferindo o tom predominante. MARE NOSTRUM pretende ainda ser um balão de ensaio. Durante a mostra serão convidados artistas para realizar suas releituras pessoais de “The Rejalma”. A produção resultante será apresentada no próximo ano, e com este gesto pretende-se contribuir no desafio de atualizar a marinha como gênero artístico para a sensibilidade e as técnicas contemporâneas.

ILDEU MOREIRA (Belo Horizonte, 1920 - 1999) - "Marinha" - sem data - óleo sobre tela - acervo PINACOTECA RUBEN BERTA - foto: F.Zago-StudioZ

ILDEU MOREIRA (Belo Horizonte, 1920 – 1999) – “Marinha” – sem data – óleo sobre tela – acervo PINACOTECA RUBEN BERTA – foto: F.Zago-StudioZ

MARE NOSTRUM – “The Rejalma” e a arte das marinhas

Pinacoteca Ruben Berta – Rua Duque de Caxias, 973 Centro Histórico – Porto Alegre – Rio Grande do Sul de 8 de agosto a 12 ago 2016 | seg a sex, das 10h às 18hacervo@smc.prefpoa.com.br / [55] (51) 3289-8292

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Mesmo para quem conhece a trajetória de Carlos Pasquetti, visitar a sua exposição em cartaz na Pinacoteca Ruben Berta que está aberta desde o 20 de maio, mostra como mais do que interessados em arte, estes visitantes são pessoas que ainda não cansaram de se surpreender. Nascido em Bento Gonçalves, em 1948, Pasquetti pode ser definido como multiartista, que se destaca desde os anos 70 como professor, desenhista, pintor e cenógrafo. Foi um dos fundadores, neste período, do grupo Nervo Óptico de capital importância para os fundamentos da arte contemporânea gaúcha. Autor de um trabalho consagrado ao longo dos anos, o artista continua fazendo da inquietude a plataforma para um trabalho instigante. Nesta exibição, especialmente concebida para a Pinacoteca, o criador apresenta uma série de ensaios visuais mesclados com a apresentação de um filme originalmente desenvolvido em Super 8 na década de 1970 e posteriormente migrado para o formato digital. Por estes atributos, Doralice Collection +5!! é uma mostra da capacidade inventiva de Pasquetti, devidamente ancorada nas raízes de sua geração.

 

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Depoimento de Carlos Pasquetti: “Especialmente desenhada para a Pinacoteca Ruben Berta, DORALICE COLLECTION +5!! é composta por pequenos (e outros nem tão grandes!!!) exercícios visuais, mentais e aleatórios, numa certa ginástica  apenas  do  olhar!!  As peças ‘relaxam’ ao ficarem paradas no temporário de uma exposição nas salas e saletas da Pinacoteca! Fazem parte desta coleção uma película Super 8, filmada originalmente entre 1969 e 71 e agora digitalizada. ‘Sem Título 2’ integra um conjunto de filmes 8mm e super 8mm bem sacudidos daquele período!!! Um já ‘vintage film’! Também estão presentes na mostra trabalhos recentes como as ‘bolaroidis’ ‘Porra Cara!!’, as ‘falsas polaróides’ contando alguma estória qualquer, 365 atos quaisquer sempre,  Linha Westfalen ‘LW’, ‘38’ amostragem etc…, e,.. como  não poderia faltar, um pequeno ‘Desenho Ostentação’.”

 

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ficha técnica da exposição

montagem e design: Nelson Azevedo

assistente do artista: Alexandre Copês

fotografia das obras “Porra Cara!”: Clovis Dariano

costuras by Tania

 

 

“Doralice Collection + 5!!” de CARLOS PASQUETTI

Pinacoteca Ruben Berta – Rua Duque de Caxias, 973 – Porto Alegreabertura: 20 de maio de 2016, sexta-feira, às 19hvisitação: 23 mai a 24 jun | seg a sex, das 10h às 18hacervo@smc.prefpoa.com.br / 3289-8292

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noitemuseus

Porto Alegre recebe no dia 21 de maio a Noite dos Museus. O evento promove um circuito de visitação a oito museus da capital em horário especial, das 19h à meia-noite, em uma experiência que contempla arte e mobilidade urbana. O projeto tem o patrocínio da Telefônica Vivo por meio da plataforma Vivo Transforma e conta com a curadoria do historiador e arqueólogo Francisco Marshall (UFRGS). Foram selecionados o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), Museu de Arte Contemporânea (MACRS), Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, Museu da UFRGS, Memorial do Rio Grande do Sul, Planetário, Pinacoteca Ruben Berta e Fundação Iberê Camargo. A entrada é gratuita.

Além de estarem abertos com as exposições de acervo e temporárias, os espaços terão uma programação musical especialmente selecionada por Marshall com estilos que harmonizam com a linguagem de cada local. O MARGS, por exemplo, receberá música de câmara com atrações como o Quinteto Porto Alegre, formado por instrumentistas do naipe de metais da OSPA, enquanto o Planetário terá conjuntos musicais, que remetem a constelações, como o grupo Marmota Jazz.

Os músicos farão pocket shows no interior dos museus e circularão pela capital se apresentando em mais de um local, trazendo uma experiência disruptiva com o comum para a cidade. Também participam do projeto os violinistas Camilo da Rosa Simões e Brigitta Calloni, o violonista Maurício Marques, os fagotistas Fábio Mentz e Adolfo Almeida, o músico pop experimental Yanto Laitano, o flautista Leonardo Winter, o pianista e compositor Dimitri Cervo ao lado da soprano Andiara Mumbach, o pianista Renato Borba, o guitarrista Nicola Spolidoro, o grupo Irish Fellas,Elias Barboza Quinteto, além do cravo Fernando Cordella com a soprano Cíntia de Los Santos.

A relação do projeto com a música e a inclusão cultural foi o que motivou a Telefônica Vivo a apoiar o projeto. “A Vivo acredita no poder da conexão para transformar a vida das pessoas. Por isso, investe em projetos como o Noite dos Museus, que promove a democratização do acesso à cultura e o envolvimento da comunidade em uma agenda diferenciada e de acesso gratuito” revela a diretora de Gestão Responsável e Sustentável da Telefônica Vivo, Heloísa Genish.

As visitações contam com apoio de monitores do Curso de Museologia da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), coordenados pela Profa. Dra. Lizete Dias de Oliveira, em um projeto de extensão da UFRGS. A iniciativa ainda pretende integrar as experiências da cidade, trazendo oportunidades de que o público conheça novos meios de se deslocar à noite. Serão indicadas diversas opções de circulação pela capital que incluem caminhos de ciclovia para percorrer de bicicleta, trajetos a pé e linhas de ônibus.

Realizado pela primeira vez no Brasil pela produtora Rompecabezas, a Noite dos Museus é inspirada no já tradicional evento europeu Lange Nacht Der Museen (A Longa Noite dos Museus), que existe há 19 anos em Berlim, na Alemanha. A iniciativa tem como objetivo incentivar a visitação de museus da Capital, atraindo novos públicos, e mostrando à população que conhecer um espaço de memória está longe de representar uma visita a um local estático, responsável apenas por conservar relíquias. É uma verdadeira festa dos museus na cidade!

Com esta proposta, crianças, jovens e adultos poderão percorrer as diferentes salas de exposições, apreciar suas coleções, assistir a visitas guiadas, além de desfrutar gratuitamente de diferentes apresentações musicais. “Os museus educam por associações múltiplas, despertando intuições, evocativamente, misturando lembranças imprecisas com fortes impressões. São espaços que refletem as subjetividades de uma cidade e de uma história pluricultural múltipla”, reflete Rodrigo Nascimento, diretor da Rompecabezas.

VIVO TRANSFORMA
O projeto Noite dos Museus integra a plataforma Vivo Transforma, criada pela empresa em 2015 para promover a democratização do acesso à cultura e o envolvimento das comunidades em iniciativas voltadas essencialmente à música. Em 2016, serão mais de 90 projetos apoiados por meio das leis de incentivo fiscal, em diferentes regiões do país, com foco em transformação social, revelação de novos talentos e valorização da cultura nacional. Somente no Rio Grande do Sul, um dos principais estados contemplados, a Telefônica Vivo prevê aplicar mais de 5 milhões de reais em pelo menos dez projetos e beneficiar milhares de pessoas, entre artistas e público participante.

ROMPECABEZAS
A Rompecabezas é uma empresa focada em live entertainment e branded content responsável pela criação, produção e realização de eventos que proporcionam experiências diferenciadas e que conectam pessoas, em que a música destaca-se como a sua principal plataforma. Com mais de sete anos de atuação, a Rompecabezas é responsável também pela produção de grandes artistas e companhias internacionais, a exemplo de Fuerza Bruta, Julieta Venegas, Carla Bruni, Fito Paez, Café de los Maestros, dentre outros.

NOITE DOS MUSEUS #1
Sábado, dia 21 de maio de 2016, das 19hs à meia noite
Circuito de visititação de museus de Porto Alegre em horários diferenciados.
Classificação etária: Livre
Realização: RompeCabezas Entretenimento Produtora
Patrocínio: Vivo
Financiamento: Pró-Cultura RS – Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Apoio institucional: Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Casa de Cultura Mario Quintana

Evento: http://bitly.com/NoitedosMuseus_POA
Facebook: Noite dos Museus
Site: www.noitedosmuseus.com.br

Informações e dúvidas pelo telefone (51) 3398 4175 ou pelo email contato@rompecabezas.com.br

LOCAIS
>>> Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS
Praça da Alfândega – Centro Histórico – Porto Alegre/RS
>>> Memorial do Rio Grande do Sul
Praça da Alfândega – Centro Histórico – Porto Alegre/RS
>>> Museu de Arte Contemporânea – MACRS
Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS
>>> Pinacoteca Ruben Berta
Rua Duque de Caxias, 973 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS
>>> Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo
Rua João Alfredo, 582 – Cidade Baixa – Porto Alegre/RS
>>> Museu da UFRGS
Av. Osvaldo Aranha, 277 – Bom Fim – Porto Alegre/RS
>>> Planetário
Av. Ipiranga, 2000 – Santana – Porto Alegre/RS
>>> Fundação Iberê Camargo
Av. Padre Cacique, 2000 – Cristal – Porto Alegre/RS

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO MUSICAL COMPLETA DO EVENTO
Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS – Música de câmara
– Quinteto Porto Alegre formado por grupo de metais da OSPA, de muito impacto
– Camilo da Rosa Simões e Brigitta Calloni com duo de violinos, virtuoses
– Maurício Marques, violonista virtuose interpretando música do Rio Grande do Sul

Museu de Arte Contemporânea – MACRS – Música contemporânea
– Fábio Mentz e Adolfo Almeida, fagotistas da OSPA, com improvisos pela área expositiva
– Yanto Laitano, músico pop com elementos de vanguarda musical
– Nicola Spolidoro, guitarrista

Pinacoteca Ruben Berta – Música para piano e voz, e piano solo
– Dimitri Cervo no piano e a soprano Andiara Mumbach
– Renato Borba, com piano brasileiro

Memorial do Rio Grande do Sul – Música étnica e nostálgica
– Quinteto Porto Alegre formado por grupo de metais da OSPA, de muito impacto
– Conjunto Irish Fellas, com música tradicional irlandesa em formato blue grass
– Elias Barboza Quinteto, fina flor do choro em Porto Alegre
– Marmota Jazz, conjunto de jazz instrumental

Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo – Choro, música de Porto Alegre e folclore
– Elias Barboza Quinteto, fina flor do choro em Porto Alegre
– Maurício Marques, violonista virtuose com repertório de milongas
– Conjunto Irish Fellas, com música tradicional irlandesa em formato blue grass

Planetário – Com conjuntos musicais, constelações
– Fernando Cordella (cravo) e Cíntia de Los Santos (soprano)
– Marmota Jazz, conjunto de jazz instrumental
– Nicola Spolidoro, guitarrista

Museu da UFRGS – Com músicos da UFRGS
– Leonardo Winter, com solo de flauta transversa
– Dimitri Cervo no piano e a soprano Andiara Mumbach
– Camilo da Rosa Simões e Brigitta Calloni com duo de violinos, virtuoses

Fundação Iberê Camargo – Música moderna e contemporânea
– Camilo da Rosa Simões e Brigitta Calloni com duo de violinos, virtuoses
– Leonardo Winter, com solo de flauta transversa
– Maurício Marques, violonista virtuose com obras de Villa-Lobos
– Fábio Mentz e Adolfo Almeida, fagotistas da OSPA, com improvisos pela área expositiva

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Abertura Pinacoteca sábado

No próximo sábado, 26 de março, o público terá a oportunidade  de visitar a exposição “Um Diálogo de Séculos” que apresenta pela primeira vez um conjunto de peças greco-romanas datadas do século  VI a.C ao século V d.C. Esses mil anos de história inspiraram artistas gaúchos contemporâneos que apresentam em suas obras influências do período clássico. Todas estas peças, antigas e contemporâneas, pertencem à coleção particular do diplomata Fernando Cacciatore de Garcia. A Pinacoteca, por sua vez, também exibe uma exposição de parte do seu acervo no porão da Casa. Aliás, vale a pena conhecer este casarão familiar, representativo da elite porto-alegrense do século XIX, e que foi totalmente restaurado pelo Programa Monumenta. Esta abertura excepcional da Pinacoteca no próximo sábado integra o projeto “24 Horas de Cultura”, realizado em comemoração aos 244 anos de Porto Alegre.

Um Diálogo de Séculos: Porto Alegre, Grécia e Roma antigas

Visitação: 26 de março, sábado, das 10h às 15h Pinacoteca Ruben Berta – Rua Duque de Caxias, 973 acervo@smc.prefpoa.com.br, (51) 3289-8292

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Baco menino romano, datado do séc. I a .C. ao séc. I d.C. Mármore, 60 cm. Foto F.Zago-StudioZ. Coleção Fernando Cacciatore de Garcia.

Baco menino romano, datado do séc. I a .C. ao séc. I d.C. Mármore, 60 cm. Foto F.Zago-StudioZ. Coleção Fernando Cacciatore de Garcia.

A Pinacoteca Ruben Berta apresenta de 23 de março a 29 de abril de 2016 a exposição “Um diálogo de séculos: Porto Alegre, Grécia e Roma antigas”. A exibição, que é parte das comemorações do aniversário da cidade, oportuniza, pela primeira vez, a visitação pública à coleção greco-romana do diplomata Fernando Cacciatore de Garcia. São peças que contemplam o amplo período que se estende do século VI a.C. ao século V d.C. e que representam rituais e práticas sociais que estão na origem da democracia, da filosofia, da especulação científica e ainda do teatro, e do próprio carnaval. Natural de Porto Alegre, o colecionador focou no tema Dionísio-Baco, divindade grega ligada à cultura do vinho. O fato de ser gaúcho influenciou decisivamente tal escolha: “Esta coleção foi reunida tendo em vista o Rio Grande do Sul, seja pela importância do vinho em sua economia e cultura, pois inclui as vasilhas usadas para a apreciação dessa bebida na Antiguidade”. Mas… e Porto Alegre? A capital gaúcha é justamente o outro lado da margem separada por mais de 2.500 anos de história. A ponte que torna o passado greco-romano contemporâneo são justamente as raízes clássicas de artistas do porte de Vasco Prado e Xico Stockinger, também da coleção do diplomata, que imprimiram nas obras selecionadas um diálogo de séculos.

 

 Hídria da Ática, com figuras negras sobre fundo branco, representando dois guerreiros em combate, final do séc. VI a.C. Cerâmica, 18 cm. Foto F.Zago-StudioZ. Coleção Fernando Cacciatore de Garcia.

Hídria da Ática, com figuras negras sobre fundo branco, representando dois guerreiros em combate, final do séc. VI a.C. Cerâmica, 18 cm. Foto F.Zago-StudioZ. Coleção Fernando Cacciatore de Garcia.

 

Exposição Um Diálogo de Séculos: Porto Alegre, Grécia e Roma antigas

abertura: 23 de março de 2016, quarta-feira, às 19h

visitação: 23 de março a 29 de abril, seg à sex, das 10h às 18h

Pinacoteca Ruben Berta – Rua Duque de Caxias, 973 acervo@smc.prefpoa.com.br, (51) 3289-8292

 

Lançamento do livro “Arquitetura Neoclássica em Porto Alegre”

“A Arquitetura Neoclássica em Porto Alegre, uma revisão histórica e crítica” é fruto da profícua pesquisa empreendida por Fernando Cacciatore de Garcia que nos apresenta um ponto de vista original e uma nova classificação para as edificações de estilo neoclássico que caracterizam a paisagem de Porto Alegre. Esta proposta valida um instigante esforço intelectual em busca da compreensão das características da arquitetura por meio de um conceito construído a partir da realidade local em contraposição ao que o autor chama de olhar “SP-Riocêntrico”. O livro, apesar do tema complexo, apresenta linguagem acessível e edição de imagens impecável que ilumina uma Porto Alegre pouco percebida pelos passantes apressados. O lançamento será dia 23 de março, durante a abertura da exposição “Um diálogo de séculos” na Pinacoteca Ruben Berta.

 

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Livro Arquitetura Neoclássica em Porto Alegre – uma revisão histórica e crítica

autor: Fernando Cacciatore de Garcia

editora: Buenas Idéias – 144 páginas / preço no dia do lançamento: R$ 50,00

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Pedro Weingärtner, “Barra do Ribeiro” - 1918 - óleo sobre madeira - acervo Pinacoteca Aldo Locatelli

Pedro Weingärtner, “Barra do Ribeiro” – 1918 – óleo sobre madeira – acervo Pinacoteca Aldo Locatelli

No contexto das comemorações dos 190 Anos da Imigração Alemã no Brasil, a Secretaria da Cultura de Porto Alegre apresenta a exposição “Ascendências/Descendências”, com obras das Pinacotecas Aldo Locatelli, Ruben Berta e APLUB.

A exposição conta com nomes consagrados como João Fahrion, Pedro Weingärtner, Oscar Crusius e José Lutzenberger, entre outros artistas teuto-brasileiros. A linha curatorial é intencionalmente fragmentada, com a intenção de não representar a etnia alemã como algo único e homogêneo, cuja verdadeira riqueza é a diversidade, com seus costumes e dialetos. Algo nítido no Rio Grande do Sul, que recebeu grupos de imigrantes de diferentes regiões. Esta riqueza cultural também transparece nas obras produzidas com as mais diversas linguagens, desde os inícios do século XX até hoje, e que poderão ser apreciadas na Pinacoteca Ruben Berta.

 

ASCENDÊNCIAS / DESCENDÊNCIAS
Pinacoteca Ruben Berta – Rua Duque de Caxias, 973
Centro Histórico – Porto Alegre
de 22 de julho a 03 de outubro de 2014
segunda a sexta, das 9h às 18h
informações: acervo@smc.prefpoa.com.br / (51) 3224-6740

 

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mostra apresenta as mais recentes pinturas do artista e seleção de obras da Pinacoteca que influenciaram sua obra

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Inaugura no dia 08 de maio na Pinacoteca Ruben Berta uma exposição individual do professor, pintor, gravurista e escultor Britto Velho. A mostra apresenta 20 das mais recentes pinturas em tinta acrílica sobre tela, no formato 30x30cm. É a primeira vez que o artista realiza uma exposição com pequenos formatos, de caráter mais intimista.

Britto Velho também colaborou em uma seleção de obras da própria Pinacoteca. São pinturas, aquarelas e gravuras que influenciaram suas criações durante a década de 1970 e apresentam nomes como Di Cavalcanti e Peter Behan, entre outros. “Antes mesmo de a Pinacoteca existir com este nome, eu já adorava frequentar o acervo da prefeitura”, revela Britto. “São artistas que me influenciaram fortemente e estou muito feliz de poder contar um pouco da minha história através dessas obras”, afirma.

No dia 12 de maio, às 19h, o artista participa de conversa na Pinacoteca com o tema Conexões da Pinacoteca Ruben Berta com a obra de Britto Velho, evento integrado à 12ª Semana de Museus. As mostras seguem em cartaz até 11 de julho com entrada franca.

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A representação do corpo não é novidade no trabalho de Britto Velho. Ao longo da carreira, o artista focou a figura humana em tudo que ela oferece como universo a ser plasticamente explorado e como nicho de reflexão filosófica. Pois este inquieto porto-alegrense é um sujeito cosmopolita, que testemunhou a eclosão das vanguardas na Buenos Aires na década de 1960, passou por estudos em Paris e vivenciou uma exitosa temporada em São Paulo, com participações em inúmeros salões, além de mostras individuais em diferentes museus e galerias.
Considerando esta vivência em cidades referenciais, poderia ter encaminhado sua carreira pelas múltiplas possibilidades que a arte contemporânea oferece, ou mesmo por outras veredas no campo da pintura, como a abstração, ou ainda gêneros tradicionais como a paisagem e natureza-morta. Mas
Britto Velho se realiza enquanto um observador atento da humanidade. Senhor de aparência sóbria pode até parecer um paradoxo que venha a registrar a condição humana com as cores fortes que caracterizam a visualidade latino-americana e com um desenho que reconstrói dramaticamente o corpo através dos seus fragmentos, muitas vezes interligados a detalhes de objetos do cotidiano ou mesmo de animais. Mas o fato é que Britto Velho é um homem sorridente, dançarino contumaz e excelente contador de histórias. Assim vive sua vida: desenhando incessantemente uma nova identidade do humano, criando formas inimagináveis sobre as suas telas, saturando-as de cores improváveis.
E assim desvela o ser humano em tempos de incertezas e transformações. Reconstitui o corpo pelas suas partes em um novo arranjo, transfigurado, agregando próteses de origem inumana. Recupera assim o lugar do corpo na arte e sua aptidão em sinalizar o sentido de um novo tempo.
Anete Abarno e Flávio Krawczyk

Carlos Carrion de Britto Velho (Porto Alegre RS 1946). Pintor, desenhista, gravador, professor e escultor. Muda-se para Buenos Aires (Argentina) e reside dos onze aos dezenove anos na cidade, onde faz as primeiras pinturas. Em 1965 retorna a Porto Alegre, onde expõe pela 1ª vez em 1971. Estuda litografia com Danúbio Gonçalves, em 1974.
No ano seguinte, viaja a Paris (França) e faz estágio na gráfica de litografia Desjobert. Na cidade pinta a série Reflexões e Variações sobre a América Latina, onde as figuras em cores escuras surgem vendadas e com microfones, que segundo o artista representam uma denúncia à ditadura da época. Fica em Paris até 1976, quando volta ao Brasil e passa a lecionar pintura no Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre, entre 1978 e 1981. Nessa época ocorre uma mudança em seu trabalho. As figuras passam a ter olhos novamente e como no início de sua carreira, são pintadas em tonalidades mais claras.
Em 1981, as figuras ganham um 3º olho, o que segundo o artista significa o olho da visão interior. Nas pinturas, interagem o homem, animais e objetos do cotidiano, como elefantes de rodas, transformando-se em veículos e esses possuindo membros humanos. A partir daí em todas as pinturas observam-se os três olhos, até 1995, quando volta a pintar figuras com dois olhos. É convidado pela Rede Brasil Sul de Comunicações de Porto Alegre a fazer um outdoor para o projeto Vamos Colorir a Cidade. Muda-se para São Paulo em 1985 e no ano seguinte participa da 2ª Bienal de Havana. Participa do Projeto Extremos, uma exposição de pintura com Aprígio Fonseca, Dina Oliveira e Leonel Mattos, montada em 10 capitais brasileiras. É convidado pelo Sesc Pompéia em São Paulo a realizar o cartaz da exposição Gente de Fibra, mostra de que participa com esculturas.
Em 1991, volta a morar em Porto Alegre, onde recebe homenagens do Museu de Arte Contemporânea de Porto Alegre – MAC e do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli – Margs que dão destaque a sua obra. Nessa época realiza a retrospectiva O Realismo Mágico de Britto Velho, com obras desde 1975. Realiza em 2011, na La Photo Galeria, uma mostra individual de pinturas, com recentes produções do artista. Em 2012, ganhou o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, e a Casa Rima e os criativos da Galeria Mascate apresentam a edição limitada de estampas do consagrado artista Britto Velho, dando continuidade em 2013, com o lançamento de baguettes. Vive atualmente em Porto Alegre, onde ministra cursos particulares de pintura em seu ateliê.

 

Serviço:

BRITTO VELHO
pinturas recentes

UM OLHAR SOBRE A PINACOTECA
obras da Pinacoteca referenciais para o artista
Abertura dia 8 de maio de 2014, às 19h
Visitação de 9 de maio a 11 de julho de 2014
segunda a sexta das 9h às 18h

Conversa com o artista
12 de maio de 2014, 19h
conexões da Pinacoteca Ruben Berta com a obra de Britto Velho
evento integrado à 12ª Semana de Museus

Pinacoteca Ruben Berta
Rua Duque de Caxias, 973 – Centro Histórico
(51) 3224-6740

Equipe: Amanda Oliveira, Carmem Salazar, Fernanda Evangelista, Hélio da Silva,
Jacques de Souza, Luis Mariano, Manuela Raupp, Pedro Vargas e Vilma dos Santos.
Estagiários: André Woltz, Eduardo Silveira, Leonardo Eleutherio e Matheus Lacerda.
Fotos: Leopoldo Plentz. Divulgação: Bruna Paulin. Design Gráfico: Andrei Beer.

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