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Posts Tagged ‘Porto Alegre (RS)’

Criado pela Lei 11.906, de 20 de janeiro de 2009, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) comemora oito anos nesta sexta-feira (20). A autarquia é vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), sendo responsável pela consolidação da Política Nacional de Museus (PNM) e pela elaboração de políticas públicas para o desenvolvimento do setor museológico.

O Ibram também administra diretamente 29 museus federais em nove estados: Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Sempre considerando a diversidade museal brasileira, o Ibram tem buscado estabelecer um diálogo com os cerca de 3,6 mil museus do País, número resultante de mapeamento contínuo realizado pelo instituto, levando a cabo ações de fomento e financiamento, aquisição e preservação de acervos, bem como de integração entre os diversos públicos que compõem o setor.

O que está por vir

Para 2017, três ações são consideradas prioritárias para o Ibram: a requalificação dos museus de sua rede, o novo Registro de Museus e a realização do Fórum Nacional de Museus.

A requalificação dos museus Ibram é uma ação permanente de preservação do patrimônio histórico e cultural. Atualmente, há obras em andamento em oito museus da rede Ibram. Também estão em andamento processos licitatórios para requalificação de mais sete instituições.

O Registro de Museus, lançado em dezembro de 2016, é uma importante ferramenta da Política Nacional de Museus e foi construído de forma colaborativa, no intuito de espelhar a realidade museológica brasileira da melhor forma possível. Sua implementação traz diversos benefícios, como a maior confiabilidade das informações e maior visibilidade dos museus.

Já o Fórum Nacional de Museus (FNM) é um evento que congrega a comunidade museológica, reunindo profissionais de museus, professores e estudantes de todo o país, para discutirem políticas públicas e outros temas relevantes para os museus brasileiros. Em sua 7ª edição, neste ano o FNM será realizado na cidade de Porto Alegre (RS).

Fonte:

Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)
Ministério da Cultura

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A coordenação da Memória Cultural da Prefeitura estima em cerca de 300 os monumentos e marcos comemorativos que integram o patrimônio cultural de Porto Alegre, espalhados principalmente por parques e praças da Capital. Conforme o coordenador da Memória Cultural, Luiz Antônio Bolcato Custódio, as obras sofrem com o vandalismo. O Chafariz Menino da Cornucópia, por exemplo, foi recuperado recentemente, porém já teve peça quebrada. Isso sem falar na ação do tempo. Abaixo, confira os cinco monumentos mais antigos da Capital e sua história, a maioria está localizada em um dos parques mais tradicionais da cidade, a Redenção. O Bebedouro em Ferro Fundido, frisa a coordenação  da Memória Cultural do município, não é classificado como um monumento, contudo consta entre as obras mais importantes e antigas de Porto Alegre.

Afluentes do Guaíba (1866)| Foto: Maia Rubim/Sul21

 

1– Afluentes do Guaíba

Localizado na Estação de Tratamento de Água Moinhos de Vento, na Rua 24 de Outubro, o conjunto de estátuas esculpido em mármore, ao lado do Chafariz Imperial, é o monumento mais antigo da capital gaúcha, construído em 1866. As quatro estátuas são remanescentes da escultura hidráulica instalada na Praça da Matriz, na época denominada Praça Dom Pedro II, pela Companhia Hidráulica Moinhos de Vento com o fim de fazer o abastecimento de água da cidade, além de embelezar o local. Ao longo do tempo, as peças chegaram a ser desmontadas e guardadas e mais tarde instaladas na Praça Dom Sebastião, na Avenida Independência. Desde 2014, as quatro estátuas, depois de restauradas, foram instaladas nos jardins da Hidráulica Moinhos de Vento, organizadas em torno de um novo espelho d’água com chafariz central.

 

Chafariz Imperial| Foto: Maia Rubim/Sul21

2 – Chafariz Imperial

Também conhecido como Chafariz do Imperador, Chafariz Conde d’Eu ou Chafariz dos Três Menininhos, o monumento foi instalado em um dos parques mais tradicionais de Porto Alegre: o Farroupilha ou Redenção. A obra integra os oito chafarizes encomendados, no período de 1861 a 1866, pelo governo da Província para suprir o abastecimento de água na Capital, cedidos à Companhia Hidráulica Porto-Alegrense. Importado da França, o Chafariz Imperial, em ferro fundido, é o único que resta dessa época. Em 1866, foi instalado na Praça do Mercado, hoje Praça XV de Novembro, Centro Histórico, e depois transferido para a praça onde atualmente funciona o terminal de ônibus Rui Barbosa. Depois da enchente de 1941, o monumento foi transferido para o Parque da Redenção. Com algumas partes danificadas, o Chafariz Imperial deverá ser recuperado numa próxima etapa de obras prevista pela Prefeitura.

 

Bebedouro em Ferro Fundido|Foto: Maia Rubim/Sul21

3 – Bebedouro em Ferro Fundido

Apesar de não ser classificado como um monumento pela coordenação da Memória Cultural do município, o órgão, ao mesmo tempo, considera o Bebedouro uma obra relevante entre as mais antigas. Instalada, após 1873, inicialmente, na Praça Garibaldi, bairro Azenha, a peça em ferro fundido é composta por um pedestal trabalhado e por uma enorme taça, que servia, no Século XIX, de bebedouro para cavalos que puxavam carroças. Depois da Praça Garibaldi, o Bebedouro foi levado para o Parque da Redenção, onde se encontra até hoje. Atualmente, está no orquidário e também deverá entrar na próxima etapa de recuperação de monumentos.

 

Conde de Porto Alegre |Foto: Maia Rubim/Sul21

4 – Conde de Porto Alegre

De 1885, o monumento foi instalado inicialmente na Praça da Matriz. A escultura é uma homenagem ao tenente-general Manoel Marques de Souza, o Conde de Porto Alegre, o soldado de Tuyuti. Depois da morte do militar, em 1875, a Câmara Municipal decidiu homenageá-lo com a escultura, inaugurada em 1º de fevereiro de 1885 com a presença da Princesa Isabel. A estátua, que retrata o militar com a farda e empunhando uma espada, foi levada, em 1942, para a Praça do Portão, hoje Praça Conde de Porto Alegre, Centro Histórico, em homenagem ao tenente-general. A transferência de local ocorreu entre o fim do governo monárquico e o começo da República, motivo pelo qual se tornou intolerável a presença de um herói monarquista na principal praça da cidade.

 

Chafariz Menino da Cornucópia| Foto: Maia Rubim/Sul21

5 – Menino da Cornucópia

O Chafariz Menino da Cornucópia ou Chafariz Menino da Concha é composto por um conjunto de taças e por uma alegoria na extremidade da obra, que retrata um menino de cauda de peixe soprando uma concha por onde a água é jorrada. A figura do menino com a concha simboliza um Tritão, Deus Marinho da mitologia grega. Primeiro, em 1900, o monumento foi instalado na Praça XV de Novembro. Entre a primeira e a segunda década do Século XX, foi transferido para o Parque da Redenção. Recentemente, segundo a coordenação da Memória Cultural do município, a escultura passou por uma restauração, porém já sofreu com o vandalismo e algumas partes foram quebradas e precisarão ser recuperadas novamente.

 

Mais imagens no link  Sul21

 

 

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Rua Marechal Floriano esquina com Praça XV em 1910 | Foto: Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo/ Virgílio Calegari

Utilizando fotos antigas de seu acervo e imagens do Google Street View, o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo (Rua João Alfredo, nº 582) montou, a partir do site What Was There, o projeto “A cidade no tempo” (acesse aqui). Com a sobreposição de imagens históricas – das décadas de 1890, 1910, 1920, 1940 e 1950 – e as fotos atuais do serviço do Google, é possível observar o que mudou na cidade, além de costumes da época, desde o final do século 19 até os tempos atuais.

“É uma espécie de brincadeira, mas não tão brincadeira assim, porque dá para perceber as mudanças na cidade, para o bem e para o mal”, diz Letícia Bauer, diretora do museu.

Inicialmente, 12 fotos foram selecionadas para serem utilizadas no projeto. Segundo ela, a ideia é ir acrescentando mais fotos com o passar do tempo. Contudo, ela salienta que, apesar do extenso acervo, nem todas as fotos da cidade são adequadas para serem utilizadas no projeto. “Muitas vezes o ângulo do passado não bate com o ângulo do Google Street View”, diz.

Esta “inventação” da diretora do museu está no ar desde a última semana e, segundo ela, tem sido um sucesso. “As pessoas compartilharam muito nas redes sociais. Deu muito certo”, disse Letícia.

Avenida João Pessoa esquina com Desembargador André da Rocha em 1910 | Foto: Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo/ Virgílio Calegari

Objetivo é aproveitar o acervo

De acordo com Letícia Bauer, a ideia por trás do projeto foi dinamizar o acervo de cerca de 8,5 mil fotos da fototeca Sioma Breitman do museu. Outro objetivo é utilizar estas imagens históricas para renovar as exposições da instituição.

O museu também tem aproveitado o site para desenvolver outros projetos que utilizam as imagens do acervo. Um deles é o Fotógrafos de Porto Alegre, que já conta com três galerias virtuais.

Segundo Letícia, estes projetos se tornaram possíveis a partir da digitalização do acervo da fototeca, um trabalho que está sendo desenvolvido pela coordenadora da área, Mara Nunes, pelo fotógrafo Guilherme Lund e por Tamires Silva e Silva, que trabalhou na pesquisa.

Além disso, Letícia afirma que o Museu de Porto Alegre está buscando ampliar seus leque de atividades e exposições. No próximo dia 1º, será realizado o Piquenique Cultural, evento que reúne apresentações musicais e opções gastrônicas e é realizado em parceria com a Gastronomia em Movimento. O museu também está preparando mostras para a Semana dos Museus e a 9º Primavera de Museus, ações que devem ocorrer nos próximos meses.

Rua Vigário José Inácio esquina com Voluntários da Pátria em 1910 | Foto: Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo/ Autor desconhecido

Fonte: Sul21

 

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Colégio Anchieta contratou perita, que garantiu a veracidade do documento. Texto e foto assinados estavam guardados em cofre, diz diretor da escola.

Quem conheceu a alegria da compreensão conquistou um amigo infalível para a vida. O pensar é para o homem, o que é voar para os pássaros. Não toma como exemplo a galinha quando podes ser uma cotovia” Albert Einstein

Uma carta escrita há quase 65 anos pelo físico alemão Albert Einstein foi encontrada dentro de um cofre no Colégio Anchieta, na Zona Norte de Porto Alegre. O documento datilografado, assinado à mão pelo cientista, contém uma mensagem aos alunos.

A direção da escola contratou a perita judicial e grafologista Liane Pereira, que garantiu a autenticidade do documento.

Junto com a carta havia uma foto do cientista, também assinada. Réplicas das relíquias estão expostas no museu da escola, dentro de uma redoma de vidro.

A tradução do texto escrito em alemão é a seguinte: “Quem conheceu a alegria da compreensão conquistou um amigo infalível para a vida. O pensar é para o homem, o que é voar para os pássaros. Não toma como exemplo a galinha quando podes ser uma cotovia [pássaro da família das aludídeas]”

O diretor-geral da escola, João Claudio Rhoden, explica que, desde quando começou a trabalhar na instituição, há cerca de 40 anos, ouvia falar sobre o documento. Sabia que ele estava guardado em um cofre e que a chave estava em seu próprio gabinete.

No entanto, a atribulada rotina de quem coordena um colégio com cerca de 3 mil alunos não permitia que ele se dedicasse à busca pela relíquia.

“A chave [do cofre] estava no gabinete da direção, mas não havia um momento para ir ver se estava lá, até que surgiu a oportunidade, em uma feira científica, de aproveitarmos essa mensagem. É importantíssima”, disse o diretor.

Carta original escrita por Einstein em 1951 e dedicada aos alunos. (Foto: Felipe Truda/G1)

Rhoden destacou a “beleza” da mensagem e do gesto do físico. “O homem preocupado com Teoria da Relatividade e outras coisas pensou em escrever para jovens de uma cidade que ele talvez nem imaginava existir”, diz.

Pedido de padre
O professor Dário Schneider conta que a carta foi dedicada à escola a pedido do padre jesuíta Gaspar Dutra, que vivia nos Estados Unidos e, em 1951, encontrou-se com Einstein em Nova York. Dutra levou a carta a Porto Alegre e ela ficou guardada dentro de um cofre da escola.

“Esta realmente é a mensagem que ele deixa para os anchietanos, no sentido de motivá-los a buscar conhecimento, porque é uma pessoa marcante na área da ciência. E nós, como educadores, queremos promover isso”, diz o professor.

Perícia
A perícia para verificar se a carta é autêntica foi feita por meio da comparação da assinatura na carta e na foto com imagens oficialmente reconhecidas. “O Instituto Oswaldo Cruz nos disponibilizou uma assinatura de quando Einstein esteve no Brasil, em 1925″, conta Liane, a grafologista responsável pelo estudo.

“A assinatura partiu do punho de Einstein. O documento é legítimo tanto na fotografia quanto na carta. Todas as características analisadas apresentaram convergência”, afirma.

A descoberta teve um significado especial para Liane. Habituada a lidar com falsificações, desta vez ela participou de uma importante descoberta.

“Na minha profissão, quando se faz análise de falsificações, é por causas às vezes não muito nobres. E aqui nós estamos diante de um fato histórico”, festeja.

Ainda mais animado ficou o diretor da escola. “Este documento tem um valor muito grande, além de qualquer valor histórico ou comercial, na mensagem que está ali, esta lembrança que ele fez aos alunos”, diz Rhoden, que finalmente pode manusear a carta da qual ouvia falar há quase quatro décadas.

Fonte: Defender

Fonte original da notícia: G1 RS

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Espaço conta com teatro, biblioteca, bistrô, loja e galerias para exposições. No fim de semana, uma programação especial receberá os visitantes com música e espetáculos.

O Centro Histórico-Cultural Santa Casa (CHC) foi construído no espaço de oito casas geminadas da Rua Independência. Foto: Júlio Cordeiro/Agencia RBS

Um novo ponto de encontro com a história e a arte será inaugurado em Porto Alegre com o Centro Histórico-Cultural Santa Casa (CHC). O espaço abrirá suas portas para a comunidade na sexta-feira, a partir das 9h. Para dar início às atividades, foi organizada uma programação especial no final de semana com dança, teatro e música.

O CHC compreende três galerias para exposições, biblioteca, loja de souvenires, bistrô e um teatro com 290 lugares. Fora desses espaços voltados ao público, ainda há salas destinadas a abrigar e recuperar documentos e instrumentos médicos de mais dois séculos da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

Localizado na Rua Independência, o Centro Histórico-Cultural Santa Casa ocupa oito casas geminadas construídas na primeira década do século 20. A reforma foi iniciada em 2006 e teve um custo aproximado de R$ 13 milhões. Os recursos foram captados por meio de leis de incentivo à cultura estadual e federal.

 

Piso conta com vitrine que mostra escavação arqueológica de onde foi possível recolher louças e instrumentos do século 19. Foto: Júlio Cordeiro/Agencia RBS

 

A historiadora Vera Barroso, coordenadora do arquivo da instituição, conta que a demanda pelo espaço nasceu do esforço do complexo hospitalar em conservar sua memória:

– Há quase 30 anos a Santa Casa organizou uma equipe para trabalhar com a ideia de que seu acervo é um patrimônio histórico que precisa ser tratado e disponibilizado para a comunidade.

Fazem parte do acervo documental fotografias, jornais, utensílios médicos peças encontradas em escavações arqueológicas na área do CHC e registros de óbitos. Desde 2010, esse material se encontra no atual espaço, onde parte dos documentos está sendo recuperada com apoio de projetos da Caixa Econômica Federal e do BNDES. No entanto, só agora estão concluídas as galerias, a biblioteca, o teatro e as outras salas, espaços com os quais a instituição buscará estabelecer proximidade com a comunidade.

– Na reforma, procuramos quebrar um pouco do forte princípio de simetria das casinhas geminadas. Além disso, para abarcar todo o programa, fizemos a retomada de fundações, cavando para conseguirmos criar outro andar – conta a arquiteta Ceres Storchi, que coordenou a execução do projeto ao lado da colega Laura Hagel.

Espaço para arte

Alguns instrumentos da prática médica com valor histórico estão à mostra na exposição permanente do CHC. Foto: Júlio Cordeiro/Agencia RBS

 

Com um teatro de capacidade para 290 pessoas e duas salas destinadas a abrigar exposições temporárias, o Centro Histórico-Cultural Santa Casa (CHC) é mais uma opção cultural para artistas e público.

O processo de seleção para ocupação dos espaços está se dando a partir de editais públicos divididos nas categorias teatro, dança, música e artes visuais. Para todos, um importante critério de seleção é a capacidade do trabalho na formação de novas plateias.

As inscrições para espetáculos de teatro, dança e  música podem ser feitas até 10 de junho. Já para artes visuais, o prazo vai até 30 de junho. Regulamento, ficha de inscrição e anexos estão disponíveis na internet pelo endereço
centrohistoricosantacasa.com.br.

– A Santa Casa quer se colocar na comunidade como um espaço de prevenção e saúde. Quando alguém vem fazer um diagnóstico, pode aproveitar a ver um espetáculo ou visitar nossas galerias – aposta a historiadora Vera Barroso.

Vitrine para o Passado

Uma vitrine arqueológica no primeiro piso dá a ideia do valor histórico do local. Durante as escavações realizadas para a criação de um segundo andar, arqueólogos desenvolveram um trabalho em vários pontos do terreno. Agora, através de um vidro, o visitante pode ver um pouco das descobertas da equipe.

– Foram encontrados frascos da antiga botica da Santa Casa, louças dos farroupilhas, escovas de dente feitas de ossos, metais como antigas medalhinhas, entre outros – conta a coordenadora do arquivo, Vera Barroso.

Acredita-se que, antes da construção das casas geminadas em 1907, o espaço era usado para descarte de lixo da Santa Casa de Misericórdia. Por isso, o material encontrado deve ser relativo ao século 19. Abaixo do vidro, a temperatura é mantida constante para melhor preservar o espaço. Além disso, a iluminação interna garante a visibilidade para os visitantes.

As casinhas que marcam o início da Rua Independência eram usadas originalmente para aluguel. Os rendimentos eram destinados para a Santa Casa de Misericórdia.
– Praticamente toda a Rua Sarmento Leite era composta de imóveis da Santa Casa para aluguel – explica Vera.

Uma equipe trabalhou na recuperação do material encontrado, fazendo a higienização de peças e a colagem de louças e vidros. Parte do material encontrado pode ser visto na réplica de uma botica no segundo andar da exposição permanente do Centro.

Biblioteca pública

A biblioteca da instituição, que até pouco tempo era sediada no hospital Santa Clara, está de mudança para o CHC. Com a troca do espaço, há também uma novidade: além de livros para pesquisa médica, estarão disponíveis títulos de literatura adulta e infantojuvenil. São cerca de 6 mil volumes à disposição.

– A ideia é que as pessoas em trânsito possam vir até aqui, ler o jornal do dia ou a revista da semana. O espaço poderá ser usado por pacientes ou familiares de alguém hospitalizado. A vizinhança também poderá retirar livros para ler em casa – explica Vera Barroso, coordenadora do arquivo do CHC.

A biblioteca conta com sofás, poltronas e terminais para pesquisa. Outra sala do prédio também disponibilizará mesas e sinal de internet para visitantes usarem o Centro como local de estudo.

Apesar de estar abrigada dentro do CHC, que receberá visitantes nos fins de semana, a biblioteca não abrirá aos sábados e domingos.

Mostra histórica

Uma exposição permanente sobre a história da Santa Casa de Misericórdia chama a atenção do visitante logo na entrada do novo Centro Histórico-Cultural. Em dois andares protegidos por paredes de vidro, estão expostos painéis, réplicas arquitetônicas, fotografias, mapas, telas e instrumentos médicos que dão conta de narrar o desenvolvimento do complexo hospitalar e sua relação com a cidade ao longo do tempo. A roda dos expostos – onde as crianças eram deixadas por mães sem recursos – e uma botica estão entre as réplicas de destaque.

– No primeiro piso, mostramos uma Santa Casa prioritariamente assistencial, trabalhando no sentido de apoiar a população diante da doença e da morte. Já no segundo piso, está o perfil terapêutico, de ensino e pesquisa que a instituição adquiriu com o tempo. No século 19, esta área estava fora do núcleo da cidade, instalada num lugar alto porque se sabia que bons ares fazem bem saúde – conta Ceres Storchi, arquiteta e curadora da exposição.

Há ainda outras duas salas para exposições no CHC, mas são destinadas a mostras temporárias. Apenas uma delas estará ocupada desde a inauguração, recebendo uma homenagem em fotos, objetos e documentação pessoal ao doutor Rubens Maciel (1913 – 2004). O médico e professor natural de Santana do Livramento se tornou um dos grandes nomes de sua área no país, tendo destacada trajetória no desenvolvimento de práticas de ensino da Medicina.

Serviço

Endereço:
 Independência, 75 (entrada pelo acesso principal da Santa Casa – primeiro prédio à direita do pórtico), fone (51) 3214-8255.

Abertura sexta-feira.

Funcionamento 
de terça a domingo, das 9h às 18h. Bistrô e loja funcionarão diariamente das 9h às 21h.

Programação especial de abertura: sexta, às 20h, apresentação do Grupo de Danças Açorianas Rancho Folclórico da Caergs; sábado, às 20h, espetáculo teatral O Monstro de Olhos Verdes; e domingo, às 18h, show do grupo instrumental Quartchêto.

Entrada franca: retirada de senhas na recepção do Centro Histórico-Cultural a partir de sexta-feira até uma hora antes de cada espetáculo.

Onde estacionar: no local, a partir de R$ 7 (R$ 1 por hora excedente).

Fonte: Zero Hora e Defender

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Nos meses de Fevereiro e Março, o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, oferece ao público três exposições conjuntas. Você poderá conhecer mais sobre a história da capital Rio-grandense e de um dos gaúchos mais notáveis no cenário político do país.

A abertura oficial será realizada no dia 04 de fevereiro às 19h. As exposições estarão disponíveis para visitação do grande público do dia 05 de fevereiro até o dia 29 de marçode terça a sábado das 09h às 18h.

Conheça um pouco de cada uma delas:

Porto Alegre: a cidade maldita

Criada em 2010, a exposição homenageia a historiadora Sandra Jatahí Pesavento. Inspirada na obra “Os Sete Pecados da Capital”, a exposição fala sobre o mundo dos excluídos em Porto Alegre, no final do século XIX. Descreve as regiões mais pobres da capital, a vida nos cortiços, as zonas de prostituição e a boemia.

Porto Alegre pelo olhar dos fotógrafos – 1850/1970

A exposição descreve a história dos principais fotógrafos da capital no século XIX e XX entre eles os irmãos Ferrari, Virgilio Calegari (século XIX), Sioma Braitman e João Alberto Fonseca da Silva (século XX).

Jango Presidente

Descreve a formação e a trajetória política de um dos mais notáveis presidentes do país. Explica o contexto as vésperas do golpe militar de 1964 que o levou ao exílio e as características das chamadas “Reformas de Base”.

Entrada Franca!

Mais informações: museu.hipolito@gmail.com ou (51) 32244252

Fonte: Musecom

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Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação.

Curso de Museologia: Bacharelado.

 

Autor: Ramos, Jeanice Dias

Orientador: Marlise Maria Giovanaz

 

Resumo

 O presente trabalho trata sobre a vida de três griôs que vivem em Porto Alegre. Griôs são aqueles cidadãos que tem o conhecimento sobre a comunidade. Estes três griôs prestaram depoimento que foi gravado. Contaram sobre suas vidas, relacionamentos, relação de trabalho, envolvimento com a comunidade afrodescendente. São alguns dos recortes registrados em DVD que disponibilizamos para o meio acadêmico, como forma de dar mais visibilidade aos não incluídos.

 

Acesse o trabalho completo pelo LUME

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