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Exposição no Paço dos Açorianos assinala o centenário de falecimento de
Simões Lopes Neto apresentando imagens de um de seus maiores intérpretes:
Nelson Boeira Faedrich

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Um dos mais importantes escritores brasileiros, João Simões Lopes Neto (1865–1916) reinventou a chamada “literatura regionalista”, dando voz a um vaqueano, a um gaúcho pobre, a um sujeito que tantas vezes havia sido objeto da literatura, mas que não falava a sua linguagem: Blau Nunes. É ele o narrador de Contos Gauchescos (1912), assim como é Blau um dos protagonistas d’A salamanca do Jarau, fantástica história apresentada em Lendas do Sul (1913).

Dentro da programação do Ano Oficial do Centenário da Morte de João Simões Lopes Neto, a Pinacoteca Aldo Locatelli da Prefeitura de Porto Alegre apresenta as ilustrações desenvolvidas por Nelson Boeira Faedrich para essas duas grandes obras: Contos Gauchescos e Lendas do Sul. Os livros foram originalmente publicados pela Livraria e Editora Echenique, de Pelotas, mas começaram a ganhar projeção a partir das edições da Livraria do Globo. A primeira é de 1926, assinalando os dez anos da morte do autor; a segunda, paradigmática, é de 1949, na estreia da Coleção Província, com introdução, notas e glossário de Aurélio Buarque de Holanda, prefácio e notas e Augusto Meyer e posfácio de Carlos Reverbel.

Nelson Boeira Faedrich (1912–1994), um dos mais importantes artistas ilustradores brasileiros, tem seu nome fortemente ligado ao de Simões Lopes Neto, devido às interpretações singulares que produziu para os títulos supracitados. Nos anos 1940, Faedrich trabalhava para a Livraria do Globo e é provável que suas imagens para as Lendas do Sul estivessem articuladas ao projeto editorial de 1949. Todavia, por diversas razões, ele publicou inicialmente pela Livraria Martins Editora, de São Paulo, em 1953. A Globo só lançaria as edições ilustradas pelo artista mais tarde: em 1974, foi a vez de Lendas do Sul e, em 1983, de Contos Gauchescos. Todos os originais foram adquiridos pela antiga APLUB, instituída pelo médico e empresário Rolf Zelmanovicz, que manteve uma coleção voltada à arte sulina, a Pinacoteca APLUB de Arte Rio-Grandense, funcionando entre 1975 e 2002. Nelson Boeira Faedrich foi um dos artistas a inaugurar a Pinacoteca, a 11 de setembro de 1975, exibindo as ilustrações para Lendas do Sul. Agora, as obras do artista voltam ao público, revelando um dos mais singulares encontros entre escritor e ilustrador, entre texto e imagem.

A mostra apresenta mais de 50 obras em têmpera, nanquim e na técnica do scratchboard, todas pertencentes ao acervo da Fundacred (empresa que incorporou a Pinacoteca APLUB). A escrita se fez imagem tem curadoria da crítica e historiadora da arte Paula Ramos, autora de A modernidade impressa – artistas ilustradores da Livraria do Globo – Porto Alegre (Editora da UFRGS, 2016), livro que também recupera e analisa a poética de Nelson Boeira Faedrich.

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SERVIÇO

 A ESCRITA SE FEZ IMAGEM

Simões Lopes Neto ilustrado por Nelson Boeira Faedrich

Curadoria: Paula Ramos

  Quando

Abertura da exposição em 22 de setembro de 2016, quinta-feira, às 19h

Visitação de 23 de setembro a 18 de novembro de 2016

Segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h

Na abertura da exposição, ocorrerá a performance A casa de Mbororé, com o ator

Hélio Oliveira, que interpretará a lenda homônima, escrita por Simões Lopes Neto, com a música “Canção de Mbororé” de Jorge Herrmann e Manuel Estivalet.

 

No dia 15 de outubro, às 10h, palestra Simões Lopes Neto e Nelson Boeira Faedrich: um encontro, também no Paço dos Açorianos, com a curadora.

 Onde

Pinacoteca Aldo Locatelli – Paço dos Açorianos

Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico – Porto Alegre / RS

 Maiores informações

acervo@smc.prefpoa.com.br, (51) 3289 3735

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) abre na próxima quarta-feira (14/09), às 19h30min, quatro exposições de artes visuais selecionadas em edital. A mostra integra o segundo ciclo de artes visuais da galeria Espaço IAB em 2016. A visitação permanece até o dia 14 de outubro de 2016, das 14h às 20h, de segunda à sexta-feira, na Rua General Canabarro nº 363, no Centro Histórico de Porto Alegre. A entrada é franca.

Na área externa do Solar do IAB RS, o artista Ricardo Cardoso apresenta a mostra “26″, com obras de forma pura, sem adornos ou enfeites, tendo como ponto central a proporção e a estabilidade que se intercruzam na gramática das formas. A instalação específica de Ricardo dialoga com a edificação do Solar do IAB, enquadrando-o de maneira a ressignificar o ambiente construído. Essa pureza geométrica abre a possibilidade de a obra mostrar sua fração interior. Evidencia-se sua finitude, mas ao mesmo tempo deixa trespassar olhares estimulados pelo contraste dos materiais, agora inseridos no universo contemporâneo.

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Obra de Ricardo Cardoso

Na Sala Negra, o público poderá conferir a mostra “Projetos Demarcatórios”, do artista Roberto Chagas, que veio de Santa Maria (RS). “Minhas esculturas propõem um diálogo entre território e temporalidade, pois demarcar o espaço exige tempo. Cada uma das peças apresentadas nesse conjunto corresponde a uma investigação formal que poderá vir a ocupar o espaço público em uma outra dimensão”, explica o artista. A pedra, a madeira e o metal atravessam-se na composição e sofrem, da mão do escultor, uma aceleração da ação do tempo, embora apenas na superfície do metal se possa perceber. Algumas das obras já ocupam seu espaço em praças e parques de cidades como Valdívia, no Chile; e Ayia Napa, no Chipre e Rio de Janeiro.

 

Obra de Ricardo Cardoso

Obra de Ricardo Cardoso

 

A Sala Anexa abrigará a exposição coletiva “Papier Mâchè – Cho Dorneles & Alunas”. Participam os artistas Cho Dorneles (org.), Graça Hund, Jaque Pauletti, Madalena Fuke, Nora Boher, Rejane Wagner, Sandra kravetz, Silvia Aita, Suzana Albano, Tereza Albano, Valéria Soviero e Vera Dall’onder. “Muitos artistas que, até bem recentemente, se dedicavam predominantemente à cerâmica, à escultura, à pintura ou mesmo às instalações, têm cedido ao fascínio do flexível do Papel Maché”, observa Cho Dorneles, organizador da mostra. As obras do grupo apresentam a leveza e resistência proporcionada por este material. A facilidade com que se pode prepará-lo para trabalhar e a sua imensa versatilidade, proporcionou grandes possibilidades para o desenvolvimento de ideias e projetos do grupo de artistas. Assim, esta exposição é o resultado do trabalho orientado por Cho Dorneles, que vem sendo realizado por três grupos distintos, pela primeira vez reunidos, para mostrar em conjunto suas obras.

Obra de Silvia Aita

Obra de Silvia Aita

 

Já a Sala do Arco receberá a mostra “O Jardim Secreto de Adriana Giora” com curadoria de Letícia Lau. Adriana Giora preparou para esta exposição 3000 peças em cerâmica para sua instalação que tomará conta de todo o espaço, transformando-a em um jardim. O tema se refere ao jardim como espaço privativo simbolizando os sonhos e um refúgio. “Com uma população cada vez mais urbana e as pessoas mais distanciadas da natureza, o espaço de um jardim privado é um bem cada vez mais precioso”, destaca a artista. Segundo ela, a ideia não é criar um simulacro da realidade, mas transpor para a linguagem artística, dentro da poética da artista, um lugar para apreciar, circular e refletir sobre nossas ações perante a natureza.

Obra de Adriana Giora

Obra de Adriana Giora

O que: Exposições de Artes Visuais no IAB RS

Abertura: Dia 14 de setembro, quarta-feira, às 19h30min.
Visitação: Até o dia 14 de outubro de 2016, das 14 às 20h, de segunda à sexta-feira
Onde: Ponto de Cultura Solar do IAB RS (Rua General Canabarro nº 363, no Centro Histórico de Porto Alegre).
Quanto: Entrada franca
Informações: (51) 3212.2552 / http://galeriaespacoiab.blogspot.com.br/

 

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Prezados,
Com o intuito de conhecer o perfil dos visitantes no Corredor Cultural do Centro de Porto Alegre, foi criado esse questionário que integra uma pesquisa exploratória dos hábitos culturais dos visitantes.
A pesquisa está disponível para preenchimento do dia 29 de julho até o dia 20 de agosto.
 Clique no link  abaixo para responder a pesquisa

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Pessoal!!

Já estão abertas as inscrições para a 10ª Primavera dos Museus. De 25 de julho a 22 de agosto, museus e outras instituições culturais poderão se inscrever para participar dessa ação coordenada pelo Ibram.

A Primavera dos Museus acontece anualmente no início da estação homônima, quando museus brasileiros, convidados pelo Ibram, desenvolvem uma programação especial. As instituições interessadas em participar de sua 10ª edição devem inscrever atividades e promover sua realização entre os dias 19 a 25 de setembro, chamando, assim, a comunidade a refletir, discutir e trocar experiências sobre o tema Museus, Memórias e Economia da Cultura. A realização das atividades fica sob a responsabilidade da própria instituição que as inscrever, bem como a viabilização para seu desenvolvimento. Ao Ibram cabe divulgar a programação nacional da Primavera dos Museus e produzir o Guia da Programação virtual.

Para saber mais sobre o tema, clique aqui.

Como se inscrever
A inscrição deve ser feita exclusivamente por meio de preenchimento do formulário eletrônico que está disponível na página do IBRAM, ao final do post acesse a site e se inscreva através dos formulários eletrônicos:

• 1º Passo: inscrição do museu ou instituição cultural. Mesmo que o museu tenha participado de outras edições da Primavera dos Museus ou Semana Nacional de Museus, é necessário realizar uma nova inscrição.

• 2º Passo: inscrição das atividades a serem desenvolvidos pelo museu ou instituição cultural. Exemplos: seminários, exposições, oficinas, visitas monitoradas, exibições de filmes, entre outras. A efetiva participação do museu dá-se apenas com a inscrição de um ou mais eventos.

Dicas de parcerias
O Ibram vem atuando na promoção de sua imagem institucional, bem como na promoção e divulgação da imagem dos museus e processos museológicos. Uma de suas estratégias é o alinhamento com produtos e serviços de empresas públicas e privadas sem o repasse de recursos financeiros. O objetivo dessas parcerias é, além da ampla divulgação dos museus brasileiros, o incentivo à sua visitação, à democratização de seu acesso, à ampliação de sua visibilidade e à maior aproximação com a comunidade. Saiba mais em: parcerias.

Cronograma
Período de inscrição: 25 de julho a 22 de agosto de 2016
Realização da 10ª Primavera dos Museus: 19 a 25 de setembro de 2016

Acesse a página do IBRAM para inscrição!!

Fonte: IBRAM

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A coordenação da Memória Cultural da Prefeitura estima em cerca de 300 os monumentos e marcos comemorativos que integram o patrimônio cultural de Porto Alegre, espalhados principalmente por parques e praças da Capital. Conforme o coordenador da Memória Cultural, Luiz Antônio Bolcato Custódio, as obras sofrem com o vandalismo. O Chafariz Menino da Cornucópia, por exemplo, foi recuperado recentemente, porém já teve peça quebrada. Isso sem falar na ação do tempo. Abaixo, confira os cinco monumentos mais antigos da Capital e sua história, a maioria está localizada em um dos parques mais tradicionais da cidade, a Redenção. O Bebedouro em Ferro Fundido, frisa a coordenação  da Memória Cultural do município, não é classificado como um monumento, contudo consta entre as obras mais importantes e antigas de Porto Alegre.

Afluentes do Guaíba (1866)| Foto: Maia Rubim/Sul21

 

1– Afluentes do Guaíba

Localizado na Estação de Tratamento de Água Moinhos de Vento, na Rua 24 de Outubro, o conjunto de estátuas esculpido em mármore, ao lado do Chafariz Imperial, é o monumento mais antigo da capital gaúcha, construído em 1866. As quatro estátuas são remanescentes da escultura hidráulica instalada na Praça da Matriz, na época denominada Praça Dom Pedro II, pela Companhia Hidráulica Moinhos de Vento com o fim de fazer o abastecimento de água da cidade, além de embelezar o local. Ao longo do tempo, as peças chegaram a ser desmontadas e guardadas e mais tarde instaladas na Praça Dom Sebastião, na Avenida Independência. Desde 2014, as quatro estátuas, depois de restauradas, foram instaladas nos jardins da Hidráulica Moinhos de Vento, organizadas em torno de um novo espelho d’água com chafariz central.

 

Chafariz Imperial| Foto: Maia Rubim/Sul21

2 – Chafariz Imperial

Também conhecido como Chafariz do Imperador, Chafariz Conde d’Eu ou Chafariz dos Três Menininhos, o monumento foi instalado em um dos parques mais tradicionais de Porto Alegre: o Farroupilha ou Redenção. A obra integra os oito chafarizes encomendados, no período de 1861 a 1866, pelo governo da Província para suprir o abastecimento de água na Capital, cedidos à Companhia Hidráulica Porto-Alegrense. Importado da França, o Chafariz Imperial, em ferro fundido, é o único que resta dessa época. Em 1866, foi instalado na Praça do Mercado, hoje Praça XV de Novembro, Centro Histórico, e depois transferido para a praça onde atualmente funciona o terminal de ônibus Rui Barbosa. Depois da enchente de 1941, o monumento foi transferido para o Parque da Redenção. Com algumas partes danificadas, o Chafariz Imperial deverá ser recuperado numa próxima etapa de obras prevista pela Prefeitura.

 

Bebedouro em Ferro Fundido|Foto: Maia Rubim/Sul21

3 – Bebedouro em Ferro Fundido

Apesar de não ser classificado como um monumento pela coordenação da Memória Cultural do município, o órgão, ao mesmo tempo, considera o Bebedouro uma obra relevante entre as mais antigas. Instalada, após 1873, inicialmente, na Praça Garibaldi, bairro Azenha, a peça em ferro fundido é composta por um pedestal trabalhado e por uma enorme taça, que servia, no Século XIX, de bebedouro para cavalos que puxavam carroças. Depois da Praça Garibaldi, o Bebedouro foi levado para o Parque da Redenção, onde se encontra até hoje. Atualmente, está no orquidário e também deverá entrar na próxima etapa de recuperação de monumentos.

 

Conde de Porto Alegre |Foto: Maia Rubim/Sul21

4 – Conde de Porto Alegre

De 1885, o monumento foi instalado inicialmente na Praça da Matriz. A escultura é uma homenagem ao tenente-general Manoel Marques de Souza, o Conde de Porto Alegre, o soldado de Tuyuti. Depois da morte do militar, em 1875, a Câmara Municipal decidiu homenageá-lo com a escultura, inaugurada em 1º de fevereiro de 1885 com a presença da Princesa Isabel. A estátua, que retrata o militar com a farda e empunhando uma espada, foi levada, em 1942, para a Praça do Portão, hoje Praça Conde de Porto Alegre, Centro Histórico, em homenagem ao tenente-general. A transferência de local ocorreu entre o fim do governo monárquico e o começo da República, motivo pelo qual se tornou intolerável a presença de um herói monarquista na principal praça da cidade.

 

Chafariz Menino da Cornucópia| Foto: Maia Rubim/Sul21

5 – Menino da Cornucópia

O Chafariz Menino da Cornucópia ou Chafariz Menino da Concha é composto por um conjunto de taças e por uma alegoria na extremidade da obra, que retrata um menino de cauda de peixe soprando uma concha por onde a água é jorrada. A figura do menino com a concha simboliza um Tritão, Deus Marinho da mitologia grega. Primeiro, em 1900, o monumento foi instalado na Praça XV de Novembro. Entre a primeira e a segunda década do Século XX, foi transferido para o Parque da Redenção. Recentemente, segundo a coordenação da Memória Cultural do município, a escultura passou por uma restauração, porém já sofreu com o vandalismo e algumas partes foram quebradas e precisarão ser recuperadas novamente.

 

Mais imagens no link  Sul21

 

 

A história conta que Porto Alegre começou a ser povoada em 1752. A partir da década de 70 do mesmo século começariam a ser erguidos as primeiras grandes edificações ao redor de onde hoje está a Praça da Matriz, como o primeiro Palácio do Governador e a Igreja da Matriz. No entanto, estas construções foram posteriormente demolidas e substituídas por outras edificações.

Levando em conta construções que ainda estão sendo utilizadas a partir de suas estruturas originais, o prédio mais antigo da cidade é o atual Memorial do Legislativo, que data de 1790. A seguir, conheça a história das cinco edificações mais antigas de Porto Alegre que ainda estão em funcionamento.

Memorial do Legislativo | Foto: Joana Berwanger/Sul21

1) Memorial do Legislativo

Localizado na rua Duque de Caxias, no atual número 1.029, o prédio começou a ser construído entre 1769 e 1772 e foi concluído em 1790 para abrigar a Antiga Provedoria Real da Fazenda. Mais notadamente, a partir de 1835, passou a ser sede da Assembléia Legislativa Provincial, precursora da Assembleia Legislativa. Foi sede do parlamento gaúcho por 132 anos, até 19 de setembro de 1967, quando foi realizada a última sessão plenária ali. Desde 30 de junho de 2010, sedia o Memorial do Legislativo gaúcho, que abriga o acervo arquivístico da Casa.

Igreja Nossa Senhora das Dores | Foto: Joana Berwanger/Sul21

 

2) Igreja Nossa Senhora das Dores

Localizada na Rua dos Andradas, sem número, a Igreja das Nossa Senhora das Dores é a igreja mais antiga de Porto Alegre que permanece em pé. O início de sua construção data de 1807, tendo a primeira capela sendo concluída em 1813. No entanto, suas obras só seriam encerradas quase um século depois, em 1903, quando houve a inauguração oficial da igreja. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) ainda em 1938, recentemente tem passado por uma série de reformas para restauração da estrutura original.

Solar dos Câmara | Foto: Joana Berwanger/Sul21

 

3) Solar dos Câmara

Prédio residencial mais antigo da cidade, este casarão começou a ser construído na Duque de Caxias, 968, em 1918, sendo concluído seis anos mais tarde. Seu primeiro proprietário foi José Feliciano Fernandes Pinheiro, chefe da Alfândega do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, posteriormente, primeiro presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. O segundo morador do prédio foi José Antônio Corrêa da Câmara (a partir de 1951), que curiosamente viria a ser o primeiro governador do RS, em 1889. O último morador da casa, Armando Pereira da Câmara (até 1975), foi senador e reitor da UFRGS e da PUCRS. Em 1981, o prédio foi adquirido pela Assembleia. Após um tempo fechado, desde 1993 abriga o Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais (DRPAC), onde estão instaladas a Biblioteca Borges de Medeiros, exposições fotográficas da Sala J.B. Scalco e ocorrem espetáculos musicais gratuitos do projeto Sarau no Solar.

Solar da Travessa Paraíso | Foto: Mariano Czarnobai/Divulgação

 

4) Solar da Travessa Paraíso

Em 1820, começava a ser construído o casarão da Travessa Paraíso, atualmente no número 71, em uma grande área onde é hoje o Morro Santa Teresa. A partir de 1930, o Solar foi dividido para abrigar várias famílias, sendo que de 1970 aos anos 90 o prédio ficou abandonado. No entanto, em 1994, o seu valor arqueológico foi reconhecido pela cidade e a Prefeitura assumiu a posse e promoveu uma restauração do prédio, que foi reinaugurado em 2000. Hoje é sede do festival internacional de teatro Porto Alegre Em Cena.

Museu Joaquim José Felizardo | Foto: Maia Rubim/Sul21

 

5) Museu de Porto Alegre J. J. Felizardo

Fechando a lista, o antigo Solar Lopo Gonçalves foi construído entre 1845 e 1853, na antiga Rua da Margem, conhecida atualmente como João Alfredo. Originalmente, foi usada como chácara pela família Gonçalves Bastos e como residência de cidade para seus herdeiros. Posteriormente, foi de propriedade de outra família e também abrigou a sede do Serviço de Assistência Social e Seguro dos Economiários. Desde 1982, sedia o Museu de Porto Alegre.

 

Fonte: OSul21